Jingles Políticos

Há um pouco mais de uma semana começou a vinculação do horário político no rádio e na televisão. E será desta forma que iremos até um pouco antes das eleições isto se não tivermos segundo turno. O bom é que com essa imensidão de acervos digitais ao alcance de qualquer um, podemos relembrar de algumas pérolas publicitárias de eleições passadas. Ativar a memória nos torna capaz de não cometermos sempre os mesmos erros… Porém, o brasileiro é “valente” persistente e, as vezes, teima em literalmente bater nas mesmas teclas da urna eletrônica.

Este post é para falar de jingle político. Já reparou que para que um jingle funcione, o mesmo tem que perdurar anos e anos na memória do cidadão? É como se estivéssemos vivendo um carnaval sem fim, onde a marchinha da vez (ou o samba da avenida) é o jingle avassalador de um político cuja campanha está muito bem fundamentada por esses mestres publicitários. Veja abaixo alguns exemplos:

O jingle da campanha de Lula para as eleições de 1989 ainda vinha com um “plus”; diversos atores, atrizes e pessoas famosas faziam um coral “clamando” pelo emergente metalúrgico:

Nas mesmas eleições de 1989, outro ícone musical ficou ao alcance de Brizola. Sim, o lá-lá-lá-lá-lá-Brizola colou e perdurou:

O mais fantástico desta “procura” por jingles foi encontrar a impugnada tentativa de Silvio Santos de concorrer para as eleições presidenciais de 1989. Ele substituiu Armando Corrêa pelo PMB, porém, as cédulas já haviam sido impressas com o nome do antigo candidato… Foi então que o Tribunal Superior Eleitoral resolveu acabar com a candidatura do “Patrão” para a presidência da República:

Depois de 1989 vieram outras eleições, a era de FHC e o impulso da nossa moeda. Mas antes dessa época, a publicidade tentava coroar nossos “coronéis” com campanhas que, para a época, talvez vieram reformular ideias e ideais:

Voltei!

Foram um pouco mais de 30 dias.

E muitas, muitas coisas aconteceram… Muitas! Tivemos o início do horário politico eleitoral gratuíto nos meios de comunicação, tivemos alguns escândalos como o vazamento de dados da Receita Federal (se fizeram isso com “gente importante”, imaginem o que não fariam com os nossos dados – se é que não fazem…), o fim do vazamento de petróleo no Golfo do México(?), o desmoronamento de uma mina no Chile causando o aprisionamento de mais de 30 mineiros, o centenário do Sport Clube Corinthians Paulista, o anúncio da construção do estádio do mesmo (talvez como palco para abertura da próxima Copa Do Mundo), Megasena acumulada… E tantos outros artigos que dariam aqui bons textos sem mencionar os vídeos, fotos e áudios.

Fica aqui meu manifesto (se é que vale alguma coisa), contra a telefonia neste país. Devido minha mudança de cidade, fiquei impossibilitado de utilizar serviços prestados pela Telefônica. Incrível, mas é justamente quando você acha que eles não teriam como piorar, enfim… Acabam se superando. Agora o serviço Speedy precisa ser “agendado” a fim de aguardar a liberação de “portas” (?) na região solicitada. Nada mais é que: a Telefônica passou a disponibilizar seus modens para novos assinantes somente quando assinantes antigos perdem ou desistem dos seus respectivos. E eu fiquei sem por causa que eu não era um novo assinante e sim apenas uma transferência de região. Tal situação causa uma grande fila de espera. Eu não quero! Não preciso agora. Fui salvo pelo sinal 3G (que dirá ser uma grande revolução em termos de meios de comunicação), mas isto somente serve se o tal sinal 3G não cair. Enfim, de móvel basta somente nós mesmos que enquanto ficamos a mercê de monopólios de algumas empresas estatais ou estrangeiras, vemos o tempo passar sendo privados de tantos benefícios.

Tem gente que é contra a lavagem de dinheiro que será feita (sim, não tenha dúvida que será feita) neste país com a chegada da próxima Copa Do Mundo e Olimpíadas, mas é certo também dizer que muitas coisas neste mesmo país terão que melhorar caso o nosso Brasil não queira  virar chacota internacional. Portanto, cuidado com Dilmas, Serras ou Marinas, cuidado com aerotrens, espaçonaves ou meros “fusquinhas” prometidos em qualquer campanha política… Cuidado com coligações que outrora foram motivos de impeachment neste país, assim como o uso excessivo da imagem do nosso presidente na TV e rádio.

Caros amigos vamos lá! De “olho vivo” dando sequência neste singelo blog, fica aqui mais uma vez o meu obrigado pelo apoio e mensagens recebidas aqui neste período de “silêncio”.  

Aviso Aos Navegantes

Meus caros amigos, gostaria de tranquilizar aos que frequentam este blog, assim como todos os outros blogs do site Lírica (Blogando com Cristiane, Xis Fotografia, Thamisis e etc), que os mesmos não estão sendo atualizados devido a minha impossibilidade de acessar a internet neste exato momento, por causa de mudanças “gerais”. Ainda neste mês (agosto), estaremos voltando a normalidade. Agradeço a colaboração daqueles que estão enviando comentários e mensagens assim como a paciência em esperar…

Nos vemos em breve, obrigado. André Apone.

A Espera De Um Milagre

Quando comecei a escrever este “ponto de vista”, relembrei de uma época apaixonante da Fórmula 1. Na verdade, em meados dos anos 80, a mesma Fórmula 1 não era assim um negócio como é atualmente. Na contida proporção, nestes mesmos anos 80 existiam patrocinadores, tecnologia de ponta e muito dinheiro envolvido, porém, o diferencial cabia nas pontas dos dedos de cada piloto, isto é, cabia a audácia e a competência, uma época onde a técnica era individual, e a máquina (o carro), ainda permitia algo que somente os “loucos” apaixonados e voadores daquele período conseguiam fazer… Vencer com seu talento.

Hoje, a Fórmula 1 está robótica e beira ao ostracismo e a mesmice. Somente em um único quesito se equipara a antiga, no dinheiro. Novamente, em sua medida proporção, o dinheiro hoje dita regras nesta modalidade esportiva/financeira.

Os interesses existentes por detrás de cada escuderia é muito mais forte do que o individualismo de qualquer piloto. Quer um exemplo, darei dois e pela mesma equipe: Rubens Barrichello e Felipe Massa pela Ferrari. Em anos distintos, ambos os pilotos brasileiros, líderes nos respectivos GPs e prestes a completarem as provas em primeiro lugar, cederam a liderança para seus companheiros de equipes, Michael Schumacher e Fernando Alonso. O resultado foi a aparição das mais sórdidas tramas no circo da Fórmula 1. Há quem diga que tudo não passa de um circo mesmo (meu caso)… Nada contra a Barrichello e Massa, confesso que abdiquei de boas horas de sono de alguns matutinos domingos para torcer por ambos. E a torcida foi em vão. Não pela competência destes pilotos, ou carisma… Não é isso, até dou a mão a palmatória e credito aos dois a habilidade junto ao volante. A questão é outra… Falo por mim, a culpa é do saudosismo, isso mesmo, saudosismo. Explico com uma única pergunta: você já imaginou mandar o Ron Dennis (antigo chefe de equipe da McLaren nos anos 80 e 90), avisar pelo rádio, durante a volta mais rápida do Senna que ele terá que abrir mão do primeiro lugar na próxima volta, pois seu companheiro de equipe, o também fantástico Allan Prost precisa muito mais da vitória (questão de pontuação no campeonato), do que o próprio Senna? Já imaginou se o tal do Ron seria homem o bastante para enfrentar o Senna? E será que Prost aceitaria uma vitória assim? Mas aí você pode argumentar que é por causa das cláusulas existentes em contratos e blá, blá, blá… Tenho certeza que elas existem. Assim como também tenho certeza de que Senna preferiria ser mandado embora da equipe a ter que forjar a vitória do seu companheiro ou adversário. Onde entram a esportividade e a competitividade? Onde está a competência do piloto de tirar a diferença na pista?

Patrioticamente falando, o erro do brasileiro foi creditar a Rubens Barrichello, Felipe Massa, Nelsinho Piquet, Christian Fittipaldi, Lucas Di Grassi, Luciano Burti, Pedro Paulo Diniz, Ricardo Zonta, Roberto “Pupo” Moreno, Bruno Senna, Antonio Pizzonia, Mauricio Gugelmin (faltou algum?), que qualquer um desses citados acima seria um novo Senna. Um novo Piquet… Ou um novíssimo Fittipaldi. Está provado que, ao menos na Fórmula 1, o nome não faz jus ao seu legado. Vivemos milhares de domingos a espera de um novo gênio, e o que “contemplamos” foi o aparecimento da saudade ou de um saudosismo arrebatador. Mesmo que alguma vitória de qualquer um destes pilotos acima descritos tenha feito rolar a lágrima pela face do amigo apaixonado por velocidade, ainda assim, no GP seguinte, este mesmo apaixonado foi trazido de volta para a “realidade”.

Sim meu amigo, sou saudosista sim, e com louvor!

É uma lástima ver um esporte tão antigo e apaixonante se arrastando pelas mais variadas pistas de competição espalhadas ao redor do mundo. Abaixo coloco a disposição dois vídeos realizados por uma tv americana sobre a vida e a competitividade de Ayrton Senna. Depois de assisti-lo, tenho certeza que você irá concordar com tudo isto que escrevi aqui, mesmo que estas palavras sejam um lamento, também são um desejo por dias melhores, ou GPs melhores.

Novamente: sim meu amigo, além de saudosista e com louvor, também sou um sonhador.

 

Lifted

Bio
André Apone com 34 anos, é paulistano, cristão, corinthiano, produtor de TV, fotógrafo, roteirista, colaborador de sites, professor e nas horas vagas "engana" que aprende a tocar guitarra (It's just rock n' roll). Amante de um bom filme e de um bom livro, o ex-centroavante (matador) do time da Barra, cuja contagem de gols não fica aquém da média de Ronaldo "Fenômeno", não troca por nada a maravilhosa sensação de viver a vida ao lado de sua esposa e filhas. Se quiser saber mais sobre suas "vastas" opiniões, costume visitar este blog e também o site do Lírica Comunicação - site de comunicação e divulgação gospel. Esta é a frase que o acompanha: "O Senhor É Nossa Justiça." (Jr 33:16).
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