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Traição

judas

Traição: palavra tão curta e tão viva em nosso cotidiano.

Não falo da traição conjugal… Não! Falo da traição quanto à conduta do ser humano. Antigamente, a palavra valia mais do que qualquer coisa, aliás, sábio foi o homem que costumava a dizer: “O silêncio vale ouro e a palavra vale prata”. Fico imaginando o que este mesmo finado homem pensava quanto à traição. No dicionário ela significa entre outras coisas, deslealdade. Oras, mas isso é claro… Se um sujeito não tem palavra, certamente será desleal. Desleal quanto ao próximo, quanto a ética, quanto a moral e o pior de tudo, considero a traição um ato contra a conduta do ser humano.

Em outras palavras, a traição é um rompimento completo quanto à decisão anterior, que outrora fôra tomada ou presumida pelo próximo.

Uma pessoa digna não precisa ter sua palavra lavrada em um documento, veja o caso do Muricy, e sua postura ao negar o convite para assumir a seleção brasileira, tudo por causa de uma palavra dada ao Fluminense, time o qual dirige. Muricy pode ser uma pessoa rude e truculenta, difícil de se conviver, porém, ganhou respeito de muitos ao demonstrar que sua palavra vale mais do que qualquer outra coisa. Óbvio que neste caso também houve muita politicagem nos bastidores da CBF, mas isso é outra história… O que vale aqui é a índole do treinador acima descrito.

Claro que as vezes, e isto, tendo em vista a agitação e correria do nosso cotidiano, deixamos de cumprir alguns compromissos firmados, mas isto não muda a índole de uma pessoa. Excesso de compromissos e a falta de cumpri-los não caracteriza uma pessoa como um “traidor moral”, aquele que não tem palavra… Essa pessoa apenas é um atrapalhado que não consegue se programar ou lidar com prazos. Não confunda com aquilo que é prometido e apalavrado em um determinado momento, e lá na frente passa a ser desmentido e retirado.

Uma traição pode causar feridas profundas.

E aí não entra a questão de saber perdoar… O perdão também é individual, e em minha opinião, passa a ser “coletivo” quando você divide o mesmo com Deus, passando então a confiar a Ele o seu arrependimento. Aliás, a Ele eu também entregaria o ato da traição e a pessoa quem o praticou e então sumo. Sim, sumo e levo minha família junto. Ou porque haveria motivo de conviver com uma pessoa que não é confiável? Na verdade, creio que isso vem de berço. Porém, acredito que seja pior você descobrir tal índole existente em quem você jamais esperava. Aí sim, a traição é levada as últimas consequências, existem casos onde uma traição (e não só conjugal), levou ambas as partes ao júri, com direito a indenização e etc.

Pois é meu caro… Cuidado com aquilo que fala, e principalmente, com quem você se relaciona; as vezes, a pessoa que trai pode estar do seu lado em pele de cordeiro.

A Conversão De Rodolfo

Rodolfo fala de música, conversão, Jesus, fé, gravadoras e conta seu testemunho em entrevista dada ao site POA Show:
 
POA Show – Você está lançando um álbum ao vivo. Como surgiu o projeto e como aconteceu?
 
Rodolfo – Cara, foi mais pela oportunidade que a gente tinha em 2007. Tinha um congresso da nossa igreja (Igreja Bola de Neve) onde ia ser gravado o DVD da Tribo de Louvor, que é um ministério de louvor oficial da Igreja. Aí o meu pastor fez o convite, perguntou se eu não gostaria de estar gravando na mesma noite, pra aproveitar a gente poderia estar gravando junto. Não que a gente estivesse planejando fazer um ao vivo. Foi uma oportunidade que a gente teve pela estrutura legal, lugar, material de produção. Ia estar tudo lá, então a gente acabou registrando isso ao vivo. Até porque nos meus dois CDs eu gravo tudo. E essa foi uma oportunidade legal de mostrar pras pessoas como é o som ao vivo, com a banda e com o público interagindo junto. O resultado ficou bem legal porque tem uma energia bem diferente do que simplesmente é o material gravado e o registro das pessoas cantando as músicas, a galera adorando a Deus, isso ficou fantástico pra mim. Os pontos altos do CD são mesmo, pra mim, quando só tem o público cantando. Isso realmente me arrepia. Foi gravado em 2007, demorou um pouquinho pra ficar pronto por algumas questões, mas saiu agora em 2010 e tem sido muito bem recebido pelas pessoas. Foi uma noite especial.
 
POA Show – A estética do trabalho, tanto visual quanto sonora, é bastante Rock. As pessoas, normalmente, têm uma idéia um pouco distorcida sobre música Gospel. Como é trabalhar dentro destes moldes com esta temática?
 
Rodolfo – É uma linha muito fina. Eu nem gosto muito deste termo, “Música Gospel”, porque você põe um rótulo e parece que só o pessoal de Igreja vai ouvir. E na real, música é música, independente do que esteja sendo dito, é música. Eu estou cantando a respeito das coisas que eu vivo, a respeito das coisas que eu acredito. Muitas pessoas torcem o nariz, dizem “Pô, mas o cara agora é evangélico, então é música pra evangélico?”. Eu canto a respeito de Deus, não a respeito de uma religião. Bob Marley cantava a respeito da religião dele e atingia todo mundo. Eu não conheço ninguém Rastafári de religião e milhares de pessoas gostam do Bob Marley. As pessoas quando conseguem se libertar do rótulo e do preconceito acabam curtindo muito mais coisas. Ao mesmo tempo, pro pessoal cristão, ainda tem muita gente que ainda torce o nariz pro Rock. Acham que “meu, será que os caras são sérios mesmo?”. Mas existe uma geração que tem o Rock como um veículo, como um instrumento para levar uma mensagem. Eu acho um dos melhores veículos para se levar uma mensagem porque a dinâmica da coisa expressa muito da mensagem que você está levando. A gente tem tido uma resposta muito boa por onde tem passado porque o nosso foco é levar com sinceridade para as pessoas um entendimento, um relacionamento e a revelação que a gente teve a respeito de quem Deus é. De uma maneira não religiosa, mas de uma maneira como Deus mesmo quis, como um relacionamento do homem com ele. A gente tem se alegrado muito com o resultado das coisas.
 
POA Show – O rótulo “gospel” abrange muitas coisas, desde padres com estilo mais românticos até o Mortification (banda cristã de Heavy Metal). Isso acaba incomodando os artistas desse segmento?
 
Rodolfo Não, não incomoda nem um pouco, porque na verdade a gente ta falando de Deus e da palavra dele. Gospel significa evangelho, significa boas-novas, então não incomoda nem um pouco porque é Gospel mesmo. Mas o resultado disso no ouvido daquelas pessoas que não tem esse entendimento as vezes limita, as vezes trava. Tem gente que quando vê o rótulo ali não quer nem se meter com isso. A pessoa não se permite ouvir nada diferente do que ela está acostumada a ouvir. Por esse lado eu acho que os rótulos são ineficazes, digamos assim. Mas não me incomoda nem um pouco.
 
POA Show – Temos hoje artistas Gospel ocupando posição de “headliner” até mesmo em grandes gravadoras. Esses artistas foram afetados pelo MP3 e pelo download livre ou é um mercado, de certa forma, imune a esse avanço tecnológico?
 
Rodolfo Cara, o que eu acho é que o mercado mudou. Com essas novas tecnologias, novas formas de se vender música, se apresentar música… Mudou. O mercado tem que se adaptar. Não sei, acho que ainda está bem em fase de transição e de adaptação. Hoje em dia a gente sabe que tem muitas gravadoras investindo em venda virtual de música, usando essa tecnologia sem destruir o mercado. Por um lado a gente quer que a nossa música chegue a todas as pessoas da maneira mais fácil e rápida possível, então a Internet seria uma coisa muito boa. Você coloca uma página no myspace e o mundo inteiro tem acesso imediato àquilo. Agora, o retorno financeiro é realmente uma coisa que complica, então você vai ter que compensar por outros lados, priorizar algumas coisas. É mais um problema que as gravadoras vão ter que resolver entre elas. Porque o artista mesmo vai continuar tocando, quem gosta de tocar vai continuar tocando, quem gosta de produzir música vai continuar produzindo independente de isso dar rentabilidade ou não. Ainda mais no nosso caso, principalmente, a missão da minha vida é levar a palavra de Deus, é cantar o amor Dele e usar a música para divulgar essa mensagem, então independente de situação financeira ou de mercado a gente vai estar fazendo isso sempre. Claro que seria muito bom se o direito autoral funcionasse no Brasil como funciona nos Estados Unidos ou na Europa, por exemplo. Mas é uma coisa que eu vejo com bons olhos, acho que está melhorando. Em breve as novas gerações vão estar em uma situação bem diferente da nossa.
 
POA Show – Existe um mercado forte nesse estilo? É possível viver de música neste estilo ou ainda é preciso ter um emprego paralelo?
 
Rodolfo – Cara, o que mais precisa mudar é lado do profissionalismo. Muitas gravadoras, cristãs mesmo, montadas por Igrejas ou por pessoas com boa intenção no coração em divulgar a música cristã ainda falta um pouco de profissionalismo, mas isso é uma questão de tempo até essas pessoas aprenderem a trabalhar e a fazer isso do jeito certo, de um jeito legal e de um jeito extremamente produtivo. Mas dá pra viver plenamente bem, até porque o público cristão procura viver sua vida de uma maneira que honre a Deus. Em primeiro lugar esse é o nosso alvo, é honrar a Jesus na nossa vida. Se você leva isso a sério você vai eliminar da sua vida tudo aquilo que seja uma brecha, que você esteja corrompendo a lei, que você esteja, de certa forma, defraudando alguém. Nesse caso, falando de música, pessoas tendem a ir pela maneira legal da coisa: não comprando CD pirata, evitando baixar de graça na Internet, optando por honrar o artista, comprando música virtualmente, ainda que pela Internet. No mercado cristão a gente ouve a respeito de pessoas que estão vendendo milhões. Lázaro, por exemplo, vendeu milhões. Você não ouve falar em vender milhões nem na música secular. E no mercado cristão isso acontece. Até porque muitas vezes o material é independente e acaba saindo mais barato pro consumidor. Então é mais uma barreira quebrada, porque com o tanto de impostos a gravadora precisa ter um retorno. O CD de uma multinacional acaba saindo bem caro, com uma pessoa comprando na loja. Isso de certa forma colabora com a pirataria, é um argumento que as pessoas usam, o CD é muito caro. Tenho certeza que a música cristã ainda tem muito a oferecer ao mercado fonográfico brasileiro em geral em termos de uma nova alternativa para venda de material. Coisas novas estão pra acontecer, como eu disse, tenho esperanças de que as coisas vão melhorar.
 
POA Show – Pessoalmente, você ainda ouve alguma coisa de música secular?
 
Rodolfo – Não, não ouço não. Isso é uma opção minha. Eu nunca fui muito de parar para ouvir música nem nas antigas, não tinha nem som em casa, nem no carro, nem CD algum. Ouvia o que estava tocando ali no carro dos meus amigos ou em qualquer lugar. Ouvia passivamente. Não parava pra ouvir. Gosto de ouvir as coisas com as quais eu me identifico, que tem a ver com o momento que eu estou vivendo e o meu momento é esse, eu gosto daquilo que é adoração a Deus, que fala das coisas que eu aprendi. É uma opção minha.
 
POA Show – Você fez parte de uma das maiores bandas do Rock Nacional. Hoje toca para um público totalmente diferente e numericamente menor. Como é essa diferença? Existe essa comparação?
 
Rodolfo Existir existe sempre, porque assim: Raimundos estava dentro de uma máquina muito poderosa. Tinha uma grande gravadora por trás, uma mídia absurda, com muito investimento. As pessoas às vezes não sabem o que acontece nos bastidores. Acham que a música está tocando na rádio porque todo mundo gosta. Na maioria esmagadora das vezes a música está tocando na rádio porque a gravadora pagou, a rádio toca e as pessoas acham que gostam daquilo.
 
POA Show – Até que enfim alguém falou!
 
Rodolfo Claro! Isso é uma verdade. Na TV a mesma coisa. “Pô, os caras estão no programa tal”. Claro, a gravadora pagou e eles estão naquele programa. Não é porque é importante, porque é melhor ou porque é mais prestigiado. Claro que depois de um tempo, com um número grande de fãs as coisas podem até mudar, você não vai tirar o mérito de artistas renomados. Eu quero viver daquilo que é real. Prefiro chegar em um lugar onde tenha 200 pessoas que acreditam e que estão ali não porque foram induzidas ou manipuladas a estar ali, mas porque acreditam naquilo que você está cantando ou dão valor realmente ao que você está cantando e, muito mais, estão entendendo que ninguém é melhor do que ninguém, a gente está ali todo mundo adorando a Deus juntos. E tira um peso muito grande porque você deixa de ser aquele artista que a pessoa quer pegar autógrafo e tirar foto para ser mais um cara que está ali adorando a Deus junto com as pessoas e que no máximo vão chegar pra você e dizer “gostei do seu trabalho, legal que você veio”.  É um tratamento completamente diferente. Tem realmente essa diferença de número de pessoas, número de shows, mas ao mesmo tempo a gente é pego de surpresa. Por exemplo, semana que vem nós vamos tocar na Marcha Para Jesus em São Paulo. Normalmente nessas marchas para Jesus vão de 6 a 8 milhões de pessoas. Claro que estão espalhadas, mas eu já toquei em edição dessas que tinha, na boa, dois milhões de pessoas, fácil, na frente do palco. Eu nunca toquei pra um público desses quando estava no Raimundos. A estrela não é você, é Jesus. As pessoas estão lá por causa dele. Então é diferente. Completamente diferente. Eu me sinto muito mais livre. Eu viajo com a minha banda sem roadie, sem técnico de som, sem nada. Cada um chega e monta suas coisas. Normalmente a gente passa o som em 15 minutos e tá bom. Antes era uma equipe gigantesca, a tarde inteira passando som pra chegar na hora e o negócio estar ruim. Fico pensando, qual é a diferença? Bateria é bateria, baixo é baixo, guitarra é guitarra, então qual é o grande mistério? Acho que quando você simplifica as coisas você extrai uma essência muito mais pura e muito mais preciosa. Eu tinha perdido isso, o real prazer de fazer música. Parece que eu estou com 15 anos de novo, onde você passa som em 10 minutos e sai tocando. Isso pra mim é fantástico, dá prazer. Eu tenho prazer em montar meu equipamento e afinar meu instrumento, coisa que eu nem sabia mais o que era.
 
POA Show Você passou por um milagre que mudou totalmente seu estilo de vida e, conseqüentemente, teve impacto direto na sua música. Você pode contar pra nós como foi, quando e de que forma aconteceu essa mudança?
 
Rodolfo – Jesus certa vez disse a seus discípulos: “Os sinais seguirão aqueles que crêem”. E Deus é um Deus de milagres. É um Deus que manifesta sinais. Esses sinais não têm o poder de mudar a sua vida, mas tem o poder de chamar a sua atenção. É como um sinal na estrada dizendo que tem uma curva fechada à direita. Essa placa só tem o poder de te avisar. Se você vai frear ou virar a direita, é depois de uma decisão sua. Depois de dar atenção àquele sinal você faz o que você quiser. Quando eu tive minha primeira experiência com Deus, em 2001, eu estava muito mal, minha saúde estava muito mal, eu estava cheio de sintomas no corpo que diziam que eu tinha alguma doença muito grave, tinha até medo de fazer algum exame. Eu não tinha nenhuma esperança de que a notícia fosse ser boa e eu achava que no estilo de vida que eu vivia era natural que eu tivesse alguma doença que fosse me matar. Envolvido com drogas, totalmente sem esperança com nada. Entreguei minha vida pra Jesus um belo dia e uma semana depois, durante uma reunião de oração, uma daquelas mulheres de Deus orando por mim disse que Deus mostrou pra ela que estava me curando de um câncer no estômago. Aquela mulher não sabia nada da minha vida, não sabia que eu estava com uma dor de estômago há mais de dois anos. Não sabia que eu estava entupido de caroços embaixo do braço e na região da virilha. Eram linfomas, já espalhados. Que eu estava perdendo muito peso… ela não sabia nada disso. Eu ouvi aquilo e disse “Ok”. Só que naquela tarde meu estômago parou de doer. Em três dias os caroços que já estavam há quase um ano no meu corpo, desapareceram e eu passei a engordar, a partir dali, em três meses, eu ganhei 19kg. Ou seja, eu não tinha nenhum exame para mostrar que eu estava doente, mas eu sabia que eu estava. Também não tinha nenhum exame para mostrar que eu estava curado, mas eu sabia que eu estava porque meu corpo reagiu. Foi um sinal que Deus manifestou para chamar minha atenção e eu passei a dar atenção a Ele. E conforme eu dava atenção a Ele e guardava a palavra d’Ele com carinho, dando o valor que ela tem como um tesouro maravilhoso pra mim, minha vida foi sendo transformada. Meus valores foram mudando, eu me tornei uma pessoa mais feliz, meu caráter foi mudando, minha maneira de enxergar o mundo e as pessoas foi mudando. Isso é o que chamamos de conversão. Não é apenas aceitar Jesus e está convertido. É um processo. Conversão significa mudança de caminho. Meus caminhos mudaram e, inevitavelmente, minha vida foi mudando. Tem uma música que eu canto que fala “nada muda enquanto você não mudar”. Então eu mudei primeiro e as coisas começaram a mudar pra mim. A ponto de eu chegar em determinado momento da minha vida e ter coragem de fazer uma opção que ia parecer loucura pra todo mundo mas, por causa das experiências que eu estava tendo, era a única saída que eu tinha se eu quisesse continuar feliz como eu estava me tornando. E, cara, não me arrependo de nada do que eu fiz, de ter saído da banda…Claro que se fosse hoje eu tentaria fazer isso da maneira menos barulhenta possível.em termos de preparar as pessoas que estavam envolvidas pra que o choque não fosse tão grande, dar uma declaração oficial na imprensa, coisa que na época eu não fiz, então dei margem para especularem tudo que quiseram e falarem muita besteira e eu ficar só tentando me explicar…Eu fiz o que tinha que fazer e venho colhendo os frutos de ter optado por Deus ao invés das riquezas desse mundo. E posso te dizer com sinceridade, estou vivendo com uma leveza na minha vida hoje que eu nunca experimentei e uma satisfação em fazer música que eu nunca tive. Tenho visto os frutos dessa escolha que eu fiz refletirem na vida de muita gente e isso é muito gratificante. Fico muito feliz.
 
POA Show – E o Rodox já começava a pisar nesse terreno?
 
Rodolfo – Quando eu saí do Raimundos eu queria falar de Deus pra todo mundo, então o Rodox foi uma tentativa minha, com as minhas forças, de fazer isso. O Rodox foi uma banda que foi mal compreendida pelas pessoas até mesmo pela época que ela apareceu, pelo barulho que fizeram… Eu montei o Rodox muito cedo, logo depois da minha saída. Então todo mundo ficou querendo comparar, criar situações, como se uma banda fosse contra a outra, tipo, “Você é fã dessa, não pode ser fã daquela”. Um período muito conturbado, as pessoas não sabiam que tipo de música eu iria fazer, só queriam dizer “Você saiu do Raimundos, você não podia ter feito isso!” (risos). Então não davam ouvidos. Hoje em dia vejo pessoas pedindo pra eu voltar com o Rodox, dizendo que a banda era demais. Eu acho que era uma banda que o pessoal não compreendeu muito bem. Era muito crente pra galera do Hardcore, era muito barulhento para a galera da Igreja, era uma banda meio incompreendida mesmo. Mas também porque dos membros da banda só eu era cristão, só eu queria ir pra esse lado, então com o tempo naturalmente veio um desgaste que não tinha como caminhar junto por mais tempo. Aí eu falei que “quero mais é Deus na minha vida e a música vem em segundo lugar”. Então optei por parar com Rodox porque tava ficando já uma coisa meio confusa pra todo mundo, e ser livre pra fazer a música que está no meu coração sem esperar reação de ninguém. Sabe… Às vezes parece que você vira escravo do estilo de música que você faz. É uma coisa meio louca. Você faz Hardcore, não pode fazer mais nada porque você traiu o movimento. O que é isso? Sou livre pra fazer a música que eu quero. Eu estava sentindo falta dessa liberdade de poder fazer algo que eu estivesse me sentindo confortável com a mensagem que eu quero trazer, que fosse sincera e estivesse no veículo certo.
 
POA Show – Hoje, depois de 9 anos, como você lembra daqueles dias no Raimundos?
 
Rodolfo – Cara… eu era um cara completamente equivocado. Eu lembro das coisas que eu falava, da forma como eu agia, das coisas que eu acreditava e eu tenho pena de quem eu era. Eu era muito equivocado. Não tenho saudade não. Perdi uma grande oportunidade de conhecer melhor as pessoas que estavam ao meu redor, de conhecer melhor o Brasil… Viajei por todos os lugares e não conheço lugar nenhum. Sabe ir em um monte de lugares e só conhecer o aeroporto, o hotel e o lugar que você tocou? Quando você está meio cego, não vê o real valor das coisas, acaba dando mais valor pra coisas que não tem valor algum. Sabe quando você tem a chance de fazer tudo de novo? Eu estou tendo essa chance, estou fazendo isso de novo e estou aproveitando bem mais agora.
 
POA Show – Você chega a acompanhar o que acontece com os Raimundos ou tem algum contato com seus ex-companheiros?
 
Rodolfo – Não, desde que saí dos Raimundos a gente perdeu contato. Infelizmente por muito barulho que a mídia fez. Foi inventada uma inimizade que nunca existiu. A gente não teve mais contato… Realmente não sei. Temos alguns amigos em comum que eventualmente me trazem alguma notícia, quem ta bem, onde tocaram… Fico sabendo mais assim. Desejo que os caras sejam felizes. Não vou ser ignorante e aceitar uma mentira que foi inventada, tipo “os caras são seus inimigos”. Não posso acreditar nisso, que passei metade da minha vida andando ao lado de inimigos. Eu não acredito nisso, não creio. Vai chegar o tempo onde a gente vai poder sentar junto e dar risada. Acho que pelo fato de eles estarem insistindo ainda na parada dos Raimundos e acreditando, tentando ver a parada virar, deixa a cabeça muito bitolada, mas o tempo vai curar isso.
 
POA Show – Existem boatos de que você teria recebido uma proposta milionária para fazer uma turnê de reunião. Procede?
 
Rodolfo – De uma maneira não oficial, sim. Não preciso esconder isso de ninguém. Chegaram na minha mãe, em Brasília, um grupo de empresários, pra tentar me convencer a fazer isso. Chegaram na minha mãe. Ninguém chegou pra mim, eu nunca vi a cara desses caras. Minha mãe veio me dar a notícia. É algo que eu nem levo em consideração. Jogaram lá uma cifra com vários dígitos e eu falei que nem por 10x isso. Minha vida não está a venda. O que eu creio não está a venda. A opção que eu fiz não está a venda. Eu sou feliz com Deus e não por causa de coisas que geram riqueza ou que o mundo possa me oferecer. Minha posição foi sempre a mesma. Se não me oferecessem nada ou me oferecessem 10 milhões minha resposta seria a mesma: Não. Aconteceu. Tanto que agora é o Tico que está lá, fazendo essa tão falada turnê. Eu estou na minha, eles na deles, desde o dia que eu saí dos Raimundos, Raimundos não é mais assunto meu.
 
POA Show – E a proposta para participar de “A Fazenda”?
 
Rodolfo – Foi engraçado isso…Uma pessoa da Record me ligou perguntando se eu estaria interessado porque eles teriam uma reunião onde seriam sugeridos alguns nomes. Me perguntou se eu estaria disposto para ela não chegar lá com um nome que não estivesse disposto. Agradeci terem lembrado de mim, mas não é muito a minha cara… (risos) Não me vejo numa situação dessas. Acontece, cara, porque as pessoas não sabem qual é a do que eu estou vivendo. As pessoas, normalmente, tem aquele negócio, artista que se converte normalmente dura pouco na fé. Talvez me vejam dessa forma. O que não é meu caso. Sou missionário e minha parada é servir a Deus, servir ao Evangelho, levar essa palavra adiante. Tenho mais satisfação em viajar pra pregar do que pra fazer show.
 

Quando Estudar Vale Muito… MUITO A Pena!

Infelizmente não sei o nome da garota que está a frente deste teclado/piano, mas realmente… Estudar aquilo que gosta, trabalhar com aquilo que ama, além de dignificar a pessoa em si, satisfaz a alma! E é assim que Deus abençoa…

Preconceito Religioso

Esse é tão comum no meio em que vivemos…

O dito preconceito religioso alcança qualquer indivíduo não importando o seu nível cultural, classe social e nem tão pouco o local onde habita. Para falar a verdade, creio que o preconceito religioso está ao alcance até mesmo daquele que se julga ateu. Mas isso não é porque a pessoa que é atéia não crê em nada ou em ninguém, penso que tal preconceito está na verdade, embutido em nossa sociedade e de uma forma um tanto quanto escancarada. E por que isso acontece? Pelo simples fato da intolerância existir em nosso meio; é como atribuir ao preconceito à descrença e o incômodo por parte de outra religião. Por exemplo, como pode um evangélico conviver com um espírita, um católico com evangélico e assim por diante? Veja a Irlanda que é dividida em dois países, onde de um lado estão os católicos e do outro os protestantes, isso sem mencionar nas brigas políticas que essa diferença gera. Mas falando do nosso imenso Brasil, o que falar então de mais de 170 milhões de pessoas? São mais de 170 milhões de opiniões e convicções, testemunhos e exemplos de fé.

Não vou aqui levantar a bandeira da religião A, B ou C, até porque creio em um Deus vivo, e o mesmo está acima de qualquer religião, credo, cor ou simpatia (mas essa é minha opinião). Como irmãos, não devemos jamais julgar ao próximo, condená-lo ou acusá-lo. Claro que em muitas vezes encontramos pessoas que divergem da nossa opinião formada, e isto é natural, agora a partir deste momento vir a condená-la, jamais! Discutir religião ou o próprio Deus em si é muito amplo para o nosso entendimento, mas mesmo assim, aquilo que compreendemos da Palavra devemos sempre levar adiante, porém nunca de uma forma “superior”, onde a crença que tenho em meu Deus seja maior do que a sua crença… A vida de alguém deve por si só testemunhá-LO, e isto já basta como crença e dependência no Senhor Jesus.

Vale lembrar que a liberdade religiosa é garantida pela nossa Constituição, e quem fere o próximo quanto à crença alheia, pode ser submetido a penas pesadas; imagine o que dirá o próprio Deus, que de tão perfeito, atribuiu a nós o livre arbítrio, isto é, cabe a cada um de nós segui-LO se assim achar que deve fazer ou não. Portanto, creio que aquele que levanta o preconceito religioso contra o próximo, na verdade está ferindo o poder de escolha atribuído a nós pelo próprio Deus. Acredito que tal preconceito está fundamentado na soberba de cada um. Ele está cravado no momento exato onde uma pessoa julga-se superior a outra.

que Deus condena o fanatismo e uma série de outros “pecados” cometidos e praticados em diversas religiões, e tão certo quanto Suas Leis, está o Seu amor por nós… Portanto, como parte de Sua “obra”, devemos sempre nos amar igualmente e em todos os sentidos.

O Valor Individual De Cada Um

Você já deve ter escutado a frase: “Todos nós temos um preço.” Porém, a pergunta certa a fazer é até que ponto ela é verdadeira? Cada pessoa é dona de si mesma, do seu caráter, das suas responsabilidades, dos deveres e critérios… Ela é dona da sua consciência. Quando nascemos temos uma vida inteira pela frente, e durante o nosso período de existência faremos escolhas que classificarão o nosso valor individual, se somos bons ou ruins, se prestamos para algo ou não.

O que estou falando é do nosso valor quanto a ser humano e cristão.

As pessoas são passíveis de erros. Muitas são corruptíveis, maliciosas, manipuladoras e mentirosas, essas se tornam julgadoras ao extremo. Existem ainda aquelas que são cheias de si, autoritárias e que não aceitam um não como resposta, essas pessoas não sabem escutar o próximo. Saibamos escolher o melhor caminho a seguir. Seja qual for o seu valor, saiba que diferente de nós, Deus ama a todos de uma forma única e incondicional, cabe cada um enxergar seus erros e corrigi-los.

As pessoas têm que viver o seu cotidiano sempre buscando por melhorias, seja naquilo que forma o seu caráter ou ainda naquilo que corresponde quanto ao seu relacionamento diário com outras pessoas. Porém saiba que ninguém é insubstituível. Ninguém.

Após a ascensão de Jesus aos céus, os apóstolos se viram na missão de levar a Palavra adiante, porém faltava uma pessoa entre eles, e esta não era Jesus. Faltava um apóstolo já que Judas havia cometido suicídio depois de entregar Cristo. Eles ficaram na dúvida entre duas pessoas, José, chamado Barsabás e Matias. Na Bíblia não está claro como foi feita a escolha, apenas atribui-se a Matias como o escolhido por sorte (At 1:26). E o que se seguiu depois é o que conhecemos como Dia de Pentecostes, a descida do Espírito Santo.

O que concluo é que a escolha de um novo apóstolo não mudou o futuro daqueles dias, Matias “apenas” teve o seu valor acrescentado na propagação dos ensinamentos de Jesus. Todos nós temos nossos deveres, qualidades e características individuais, todos nós devemos amar e sermos amados. O que devemos fazer é respeitar ao máximo os valores atribuídos a cada indivíduo e termos a consciência de que ninguém é melhor do que ninguém.

Bio
André Apone com 34 anos, é paulistano, cristão, corinthiano, produtor de TV, fotógrafo, roteirista, colaborador de sites, professor e nas horas vagas "engana" que aprende a tocar guitarra (It's just rock n' roll). Amante de um bom filme e de um bom livro, o ex-centroavante (matador) do time da Barra, cuja contagem de gols não fica aquém da média de Ronaldo "Fenômeno", não troca por nada a maravilhosa sensação de viver a vida ao lado de sua esposa e filhas. Se quiser saber mais sobre suas "vastas" opiniões, costume visitar este blog e também o site do Lírica Comunicação - site de comunicação e divulgação gospel. Esta é a frase que o acompanha: "O Senhor É Nossa Justiça." (Jr 33:16).
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