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Quando O Futebol Supreende – 2
Primeiro, o gol.
Se você não viu nada de diferente, repare com qual pé o jogador Calvente da seleção espanhola sub-19 cobrou o pênalti… Sim, com o seu pé de apoio. Isto deve ter causado confusão na mente do goleiro que, certamente, só depois pode conferir pela tv o que o espanhol havia aprontado. O atacante correu para bola, posicionou o corpo como se fosse bater de pé direito, mas em um rápido movimento, chutou com o esquerdo. Aos jogadores de futebol um aviso: cuidado ao tentarem imitar o espanhol, pois se o lance causa confusão para o goleiro, imagine para uns e outros atacantes que estão por aí… cuidado!
Segundo, as comemorações.
Não sou muito fã de fazer dancinhas ou comemorações combinadas… E olha que acompanhava ao vivo as mesmas quando o Viola inventava ainda quando jogava pelo Corinthians. Mas tenho que me render a essas duas daí de cima, a coreografia do peixe e a irreverência dos jogadores islandeses foi fantástica! Os jogadores pertencem ao Stjarnan… Está certo que na Islândia o futebol não é assim muito apreciado, porém, se essa criatividade fosse aplicada com a bola nos pés…
À La Carte

Aqui estou de volta após alguns dias sem contato com o site; mas isto não foi proposital, na verdade, além do trabalho, a minha demora para escrever um novo texto beirou apenas um pouco mais de falta de tempo, e um pouco menos de reluta contra o nosso cotidiano. Sim, reluta. Mas calma que eu não estou em crise e nem tão pouco desprovido de assunto… Apenas, após uma overdose de Datena, Rede Record e qualquer outro tipo de mídia sensacionalista, relutei em abordar os temas que “inundam” nossos lares.
Basta sentar no bom e velho sofá, dar um click no controle remoto da TV para passar a ser bombardeado por uma tsunami de Elizas, Brunos, Mércias, Bispos e tantos outros seres desprovidos de vida. Entenda que infelizmente a vida foi tirada brutalmente das mulheres acima citadas. E que felizmente (e sem julgamentos), tanto o goleiro como o advogado, se perderam em suas mirabolantes estórias. Um foi ídolo com um futuro promissor e o outro queria fazer de sua “amada” uma rainha aprisionada em seu próprio castelo.
Não sei… Mas já me perguntei; quantos crimes bárbaros acontecem diariamente? Neste exato momento, quantos não estão perdidos e restritos em suas mentes e corpos vazios? Milhares, todos alucinados por um motivo altruísta qualquer. Completa falta de Deus em seus corações. E depois de presos pedem a Bíblia; que bom que haja arrependimento.
Sendo que tudo poderia ser diferente.
A mídia espera ansiosa pelos novos Nardonis do amanhã. A mesma é capaz de dilacerar qualquer fato do nosso cotidiano e transformá-lo em uma verdadeira vitrine de antropofagia. É como nos servir através da televisão, um cardápio de assassinos sem causa rodeados de rebeldes egoístas.
Pois é, me revolta! Então dou outro click no remoto da TV e a desligo. Mas e a internet, o rádio, o jornal, o vizinho, o amigo, o porteiro… Não há escapatória. Ou fico “bem” com essas notícias ou então busco a “evolução” da raça humana ao virar ermitão em pleno século XXI. Não dá!
O jeito é esperar por novas caras, uma nova ordem ou quem sabe políticos mais conscientes munidos de ideias e ideais a fim de mudar a mesma que de branda tem e muito. Mas espere um pouco, você já viu alguns dos “novos” candidatos a Deputados Federais e Estaduais para as próximas eleições? Não? Ah, o amigo não sabe o que está perdendo! Por São Paulo temos os comediantes Tiririca e Batoré, o estilista Ronaldo Esper, a “Mulher-Pêra”, além do ex-jogador de futebol Vampeta e talvez o pior de todos; Leandro do KLB – todos buscando uma “reclinável” cadeira de Deputado. Sem mencionar o também ex-jogador de futebol Romário, e a Mulher-Melão pelo Rio De Janeiro e o cantor Reginaldo Rossi por Pernambuco… E olha que o nosso país é imenso. Quantos Leandros e mulher-qualquer-coisa não querem passar a frequentar o Planalto Central? Logo estarão nos corredores do Congresso Nacional fugindo de uma reportagem qualquer do CQC. É então que daremos risadas após outro belo “Top Five”!
Não seriam esses capazes de mudar as mesmas leis que outrora buscava instalar a Ordem e o Progresso em nosso país? Não seriam esses mesmos vereadores, deputados e senadores capazes de alterar o frouxo regime que nos cerca? Não quero de volta os anos de chumbo onde generais ditavam regras e assassinavam o cidadão comum, porém, nem tão pouco necessito da banalidade existente na intenção de matar o próximo ou a sua ex-mulher amada e sair de “peito estufado” do camburão a fim de aparecer ao vivo no noticiário das 18h.
Não preciso assistir a tudo isso!
Velho, Eu?

O que você faria se no seu emprego o seu chefe fosse trocado, e este novo em um dos seus primeiros atos, “sugeri-se” a sua troca? Não entendeu? Em poucas palavras, na troca do seu chefe, quem estaria com a corda no pescoço seria você. E tudo isso porque você está “velho”, ou então não rende mais o que ele ou a empresa esperam. É então lhe convidam para sair. Eu pergunto isso, primeiro porque em minha família já vivemos experiências originárias desse processo de “renovação”, na verdade, isto não é renovação e em muitas vezes (senão em todas), beira ao desrespeito humano. Em nosso país, não valorizamos o experiente e a busca por sangue novo e empenho desenfreado é o que dita à regra.
É notório dizer que essa renovação trás novos ares para uma empresa que está em crescimento ou ainda “rejuvelhece” aquela que já está consolidada, mas é complicado viver na pele o capitalismo desenfreado. E isso não irá parar! Até mesmo no futebol acontece o descarte de profissionais, e acredite; todos gabaritados e com uma bela história em seus respectivos clubes. E porque deveria ser diferente? Creio que o apelo existente entre jogador (ídolo de uma torcida), time ao qual defende suas cores e patrimônio (sim, pois em quando um jogador defende um clube por mais de uma década, tal atleta marca não a sua história, mas sim o clube com a sua presença), não sejam suficientes para segurar um atleta. Não importa só se ele rendeu troféus e títulos inéditos, importa o amor, carisma e dedicação que o mesmo demonstra nas partidas e treinamentos.
Nessa semana que passou, mais um atleta foi “vítima” desse processo. E ele se encaixa em todos requisitos acima descritos, tem uma história bonita junto ao clube, é ídolo de uma torcida apaixonada, nunca escondeu seu amor pelo mesmo, pois todas as vezes em que saiu para jogar no exterior, quando voltou optou sempre pelo clube ao qual carrega amor… Enfim, falo de Marques, atacante do Atlético Mineiro. Marques foi revelado pelo Corinthians e após começar uma bela carreira com títulos no alvinegro paulista, seguiu para Minas Gerais, e ali se sentiu mais feliz. Com a chegada do técnico Vanderlei Luxemburgo ao Atlético Mineiro, Marques fora avisado que o novo treinador tem o costume de “encostar” atletas antigos, foi assim com o goleiro Ronaldo no Corinthians em 1998, após mais de 11 anos a frente da meta corinthiana, Ronaldo teve seu nome “sugerido” pelo treinador a diretora, para que o mesmo não tivesse seu contrato renovado. Foi assim com o meia Giovanni do Santos, em uma das passagens do treinador no clube praiano, Giovanni fora encostado sem respeito algum, simplesmente o dispensaram após uma conversa de 2 minutos. Com Edmundo na época do Palmeiras foi um pouco diferente, Luxemburgo e o “Animal” tinham uma rixa que foi parar na Justiça, fato que tirou um pouco do brilho na história que o jogador emplacou vestindo a camisa alviverde. E agora a história se repete com o atacante do Galo Mineiro…
Será que o treinador Vanderlei Luxemburgo não gosta de ídolos? Ou será que ele, quando chega a um determinado clube, procura aparecer mais que os seus comandados? Na verdade, quando o Luxemburgo acerta com algum clube, ele exige “carta branca”, exige participar na indicação direta de atletas com quem prefere trabalhar (o que é certo), porém fecha os olhos com relação ao profissional que está no gramado para treinar e receber suas ordens. Mandar embora um jogador ovacionado por qualquer massa é comprar uma briga com os torcedores mais apaixonados, e Vanderlei não tem medo de enfrentá-los. Vanderlei tem a certeza da sua filosofia de trabalho, a mesma que nem sempre ela deu certo… O dia que Luxemburgo entender que ele não é perfeito, e que qualquer clube e sua história são maiores do que qualquer treinador, mesmo que este seja badalado, talvez os atletas em fim de carreira passem a ser mais respeitados por aqueles que se julgam superiores.
O respeito ao ser humano, a sua vida e a sua história tem que existir, e isso não se aplica somente a times de futebol, isso se aplica em qualquer empresa, se aplica na sociedade em que vivemos; o respeito tem que existir em todas as suas áreas e de todas as formas. Saber tratar o próximo de igual para igual é o mínimo que pessoas civilizadas deveriam fazer. Não sei se estou errado ou se vivo mais o coração do que a razão, só sei que a renovação em qualquer área da nossa sociedade, deveria ser tratada com mais respeito ao próximo e principalmente, com mais consciência.
Ah esses goleiros…
Dizem que nem grama cresce onde esses caras jogam. Claro que este ditado remete a um tempo nostálgico do futebol, onde a grama não era tão bem tratada como é atualmente. Top 10 das melhores defesas do futebol mundial.
