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Quando O Futebol Supreende – 2
Primeiro, o gol.
Se você não viu nada de diferente, repare com qual pé o jogador Calvente da seleção espanhola sub-19 cobrou o pênalti… Sim, com o seu pé de apoio. Isto deve ter causado confusão na mente do goleiro que, certamente, só depois pode conferir pela tv o que o espanhol havia aprontado. O atacante correu para bola, posicionou o corpo como se fosse bater de pé direito, mas em um rápido movimento, chutou com o esquerdo. Aos jogadores de futebol um aviso: cuidado ao tentarem imitar o espanhol, pois se o lance causa confusão para o goleiro, imagine para uns e outros atacantes que estão por aí… cuidado!
Segundo, as comemorações.
Não sou muito fã de fazer dancinhas ou comemorações combinadas… E olha que acompanhava ao vivo as mesmas quando o Viola inventava ainda quando jogava pelo Corinthians. Mas tenho que me render a essas duas daí de cima, a coreografia do peixe e a irreverência dos jogadores islandeses foi fantástica! Os jogadores pertencem ao Stjarnan… Está certo que na Islândia o futebol não é assim muito apreciado, porém, se essa criatividade fosse aplicada com a bola nos pés…
Estamos Fora!

Dizem as más línguas que já sabiam… Confesso que eu temia! Mas como torcedor, e sempre esperançoso, acreditei.
De um primeiro tempo correto com uma postura firme, onde (acredite ou não), Felipe Melo fez uma jogada de “Gerson” e deixou Robinho de frente para o gol – 1×0 Brasil. A um segundo tempo com uma seleção brasileira nervosa, onde a equipe brasileira teve a chance de ampliar o placar em um majestoso chute de Kaká, que originou uma majestosa (a melhor da Copa) defesa do goleiro holandês… No mais, o que vimos foi o naufrágio “previsto” (talvez), em um momento delicado, que todos previam que poderia alcançar a seleção brasileira em um determinado momento da competição, onde, em uma situação adversa, conseguir reverter um placar sem ter as peças necessárias em campo ou no banco de reservas; entenda que com a perda do Elano (estou eu lamentando a perda do Elano?!), a seleção brasileira ficou sem um meio de campo criativo. Onde coube a Gilberto Silva e Felipe Melo “carregarem” o piano, enquanto que a criação coube a um Kaká fora de ritmo (vindo de contusão), e a um brigador Daniel Alves – no mais, não houve um jogador que chamasse a responsabilidade para si com um futebol agressivo, podendo assim levar até a bola ao ataque para um isolado Luis Fabiano.
Triste olhar para um banco de reservas e não enxergar opções para avançar o time. Creio que não dá para criticar Dunga de uma forma maciça, afinal de contas, este mesmo time ganhou de todas as seleções favoritas antes do torneio (só esqueceram de uma Holanda invicta há 2 anos)… Mas é possível, em uma análise sem o coração, apontar os erros e tentar corrigi-los.
Na última Copa criticamos Roberto Carlos e sua arrogância futebolística. Criticamos o oba-oba em cima daquela seleção, que no papel, era genial. Hoje (e pelos próximos 4 anos), criticaremos uma seleção que se destacou pela sua capacidade defensiva e por um nervosismo acima do normal. Deveríamos pregar a “noção” das coisas… Pois teremos agora que engolir uma Copa africana onde a nossa qualidade futebolística foi posta de lado para dar lugar a um time, que por toda experiência adquirida, jamais deveria exaltar seus ânimos como alguns jogadores fizeram.
A desorganização após a infantil expulsão de Felipe Melo foi tremenda! Assim como a falta de comunicação entre a “muralha” Julio Cesar e o mesmo Felipe Melo. Erros bobos… Mais uma vez, foi nas mesmas quartas-de-final… Mais uma vez, resta a cada brasileiro escolher seu culpado (como é de nossa cultura)… Mas, para aqueles que se julgam “pensadores”, está aí à aclamada derrota. Uma pena! Pois Dunga, assim como em outros momentos não mereceu! Hoje não mereceu… Ele apenas colheu aquilo que outrora optou.
Que em 2014 não doa em nós brasileiros.
