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Clip
Eu não gosto da banda NX Zero, na verdade, parece que agora está acontecendo algo mais sonoro e maduro musicalmente falando. O rock nacional seguiu a tendência lá de fora, e bandas de tudo quanto é tipo começaram a “pipocar” no meio musical. Adicione isso ao pop que é “lançado” guela abaixo nas rádios de todo país e teremos a cena musical que hoje encontramos.
Mas… Falando do vídeo, a direção deste clipe acima pertence a Gee Rocha (guitarrista da banda) cujas imagens foram captadas nas comunidades do Complexo Do Alemão e Vigário Geral no Rio De Janeiro. Gostei muito da iluminação e dos enquadramentos usados no clipe! A utilização de sequências com variação no foco da câmera também foi usado na medida certa… Só não gostei muito do último trecho cantado da música quando o vocalista ergue suas mãos e no vídeo são colocadas imagens sobrepostas, poderia ter sido feito uma outra tomada explorando o refrão final da música, mas aí são opiniões diferentes… O importante é o resultado final.
Já Ouviu Isso Antes?
Impressionantes versões Jazz de grandes clássicos do rock; se meu amigo Marcel pudesse ouvir agora!
Conjunto Vazio
*Eu iria colocar o texto abaixo no “Ponto De Vista” do site Lírica na próxima semana, porém não resisti – perdoem-me se acaso eu tenha sido muito crítico.
conjunto vazio - símbolo.
Durante a breve história do nosso país e em diversos momentos, a arte e a cultura em geral do povo procurou manifestar-se contra seus opressores. Foi assim na Semana da Arte Moderna de 22, onde a quebra de barreiras entre a mesma e a sociedade que se julgava “pensante”, nos deu um novo rumo a seguir. Foi assim também na força existente nos jovens que lutaram para jamais terem seus lábios censurados durante o período da Ditadura… Ah, a Ditadura! Durante os “anos de chumbo” do nosso país, vários movimentos surgiram, eram manifestações de um povo oprimido e que durante décadas, tentou unir forças vindas de todos os lados; e a música foi um forte aliado.
Dos Tropicalistas aos Mutantes, de Raul Seixas à Zé Ramalho, de Rita Lee à Belchior… Dos anos 70 aos 80, diversas bandas e cantores do rock nacional surgiram na intenção de demonstrar aquilo que sentiam: Legião Urbana, Capital Inicial, Titãs, Plebe Rude, Ultraje A Rigor, Paralamas do Sucesso… A lista é longa, porém findável. Sim, é findável porque teve o seu fim. A musicalidade e conteúdo das letras daquele período não voltam mais, e não venha dizer que eram outros tempos, outras cabeças; prova disso é que a “célebre” frase que diz que: “a geração dos anos 80 é considerada uma geração perdida.”, ainda ecoa por aí. Perdida nada! Se assim fosse, não nos lembraríamos da mesma com um ar saudosista. Lógico que os anos 80 são de doer e em vários aspectos, porém, musicalmente falando – e especialmente aqui no Brasil – dá saudades de cantarolar certos “conteúdos”.
Mas e hoje, como estamos atualmente após sobrevivermos os anos 90 com seus infindáveis axés, pagodes e tantos outros gêneros que vieram, marcaram época e alguns ainda teimam em sobreviver? Bom, distorcidamente falando (como uma boa e velha guitarra merece ser tocada), estamos beirando o caos mental, onde o chamado “rock glam” do passado teimou em evoluir até chegar às chapinhas e alisamentos que moldam 10 entre 10 cabeças “pensantes” da nossa juventude roqueira. Para falar a verdade, o “glam” (glamour), das roupas coloridas e apertadas, óculos, bandana ou qualquer outro apetrecho oitentista, não acrescenta em nada a postura da molecada em cima do palco, pelo contrário, me faz lembrar que o modismo é uma tendência “burra” e fajuta.
Que mensagem a música de uma banda qualquer estilo programa “Malhação” pode passar? É o vazio por completo. É a decadência sonora batendo em nossos ouvidos e em alto e bom som! Talvez a próxima banda deveria se chamar “Conjunto Vazio”, cujo logotipo é este acima (se assim surgir cobrarei direitos autorais e falo sério!). O modismo, ou o chamado lixo cultural, só aumenta a cada surgimento de bandinhas “poser”; quando você pensava que nada mais iria te surpreender, eis que POW! Uma nova melodia “iê, iê, iê” arrebata sua mente e usurpa toda sua consciência musical. Junte uma melodia “grudenta” com um merchandising avassalador e você terá o novo pop-hit do momento, a nova estrela em ascensão, é no Gugu, no Faustão, no Caldeirão, na Eliana… Já percebeu que somos bombardeados logo aos finais de semana? Mas não era para descansarmos aos finais de semana? Sim, acho que se aproveitam do nosso “descanso” mental e nos aplicam uma boa dose de lavagem cerebral – é o exercício dominical de apresentação de mensagens subliminares às claras, onde na verdade, de subliminar não tem nada.
Onde estão os novos Titãs com a formidável mente letrista de Arnaldo Antunes? A nova Rita Lee, ou que tal então o Ultraje A Rigor renovado? Cazuza então nem pensar né? Eu não quero mais uma banda “placa de automóvel”, dessas que tem em seu nome uma sigla seguida de letras e números… Eu quero conteúdo. Não que o nome Paralamas Do Sucesso demonstre alguma coerência entre a razão e a inspiração, porém, certamente acrescentou em nossas vidas oitentistas um ar rejuvenescedor, onde até o que era para ser fútil, tornou-se um hino. E não porque éramos fúteis…
A nossa evolução sonora e cultural não irá parar, mas a geração a frente dos microfones de hoje fora criada em condomínios de alto padrão, regadas de protecionismo paterno/materno (os quais também tive, e nem por isso soa como incoerência), comodismo e muita… Muita liberdade, Fanta-Uva (sem gelo) e vídeo-game, esquecendo de que a vida fora dos muros de concretos é rápida e incisiva, como às vezes o rock tem que ser; não precisa ser “pauleira” para ser bom, nem tão pouco, melodicamente falando, fraco para emplacar. Basta vir da alma! Assim ele será completo.
Mas espere um momento… Se o rock ou a música em si, tem que vir da alma, então está respondida a questão quanto a nossa atual musicalidade:
VA-ZI-A.
Programe-se!

A sexta edição da Virada Cultural acontece das 18h do dia 15 de maio, até as 18h do dia 16 de maio. As principais atrações estarão concentradas no centro da cidade de São Paulo, como o Baile do Simonal, a Orquestra Imperial, o concerto da OSESP ao ar livre, assim como barracas com os mais variados tipos de alimentos, tudo isso e muito mais a disposição do paulistano.
Com a região da Luz incorporada, o evento se espalhará pelas ruas até a Estação Júlio Prestes. O Vale do Anhangabaú se transformará em um grande boulevard com apresentações de circo e palcos temáticos com o pessoal do samba e do hip-hop. Intervenções, cinema, cosplay e RPG também fazem parte da programação da Virada Cultural
A cantora Céu, que acaba de se apresentar no festival americano Coachella, faz show do seu novo disco “Vagarosa”. O grupo Sebosos Postizos (projeto dos integrantes do Nação Zumbi) toca clássicos de Jorge Ben dos anos 1960 e 1970.
O destaque internacional fica por conta da formação original da banda de Janis Joplin, a Big Brother & The Holding Company, que acompanhou Janis nos anos 1960, assim como a banda de rock americana Living Colour.
