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Traição

judas

Traição: palavra tão curta e tão viva em nosso cotidiano.

Não falo da traição conjugal… Não! Falo da traição quanto à conduta do ser humano. Antigamente, a palavra valia mais do que qualquer coisa, aliás, sábio foi o homem que costumava a dizer: “O silêncio vale ouro e a palavra vale prata”. Fico imaginando o que este mesmo finado homem pensava quanto à traição. No dicionário ela significa entre outras coisas, deslealdade. Oras, mas isso é claro… Se um sujeito não tem palavra, certamente será desleal. Desleal quanto ao próximo, quanto a ética, quanto a moral e o pior de tudo, considero a traição um ato contra a conduta do ser humano.

Em outras palavras, a traição é um rompimento completo quanto à decisão anterior, que outrora fôra tomada ou presumida pelo próximo.

Uma pessoa digna não precisa ter sua palavra lavrada em um documento, veja o caso do Muricy, e sua postura ao negar o convite para assumir a seleção brasileira, tudo por causa de uma palavra dada ao Fluminense, time o qual dirige. Muricy pode ser uma pessoa rude e truculenta, difícil de se conviver, porém, ganhou respeito de muitos ao demonstrar que sua palavra vale mais do que qualquer outra coisa. Óbvio que neste caso também houve muita politicagem nos bastidores da CBF, mas isso é outra história… O que vale aqui é a índole do treinador acima descrito.

Claro que as vezes, e isto, tendo em vista a agitação e correria do nosso cotidiano, deixamos de cumprir alguns compromissos firmados, mas isto não muda a índole de uma pessoa. Excesso de compromissos e a falta de cumpri-los não caracteriza uma pessoa como um “traidor moral”, aquele que não tem palavra… Essa pessoa apenas é um atrapalhado que não consegue se programar ou lidar com prazos. Não confunda com aquilo que é prometido e apalavrado em um determinado momento, e lá na frente passa a ser desmentido e retirado.

Uma traição pode causar feridas profundas.

E aí não entra a questão de saber perdoar… O perdão também é individual, e em minha opinião, passa a ser “coletivo” quando você divide o mesmo com Deus, passando então a confiar a Ele o seu arrependimento. Aliás, a Ele eu também entregaria o ato da traição e a pessoa quem o praticou e então sumo. Sim, sumo e levo minha família junto. Ou porque haveria motivo de conviver com uma pessoa que não é confiável? Na verdade, creio que isso vem de berço. Porém, acredito que seja pior você descobrir tal índole existente em quem você jamais esperava. Aí sim, a traição é levada as últimas consequências, existem casos onde uma traição (e não só conjugal), levou ambas as partes ao júri, com direito a indenização e etc.

Pois é meu caro… Cuidado com aquilo que fala, e principalmente, com quem você se relaciona; as vezes, a pessoa que trai pode estar do seu lado em pele de cordeiro.

Zago “Degolado”

Antônio Carlos Zago não é mais treinador do Palmeiras, conforme informou o diretor  Seraphim del Grande na manhã desta terça-feira.  Del Grande disse que a saída de Zago foi definida em comum acordo com a diretoria, restando apenas alguns trâmites contratuais, que estão sendo discutidos com o vice-presidente de futebol, Gilberto Cipullo.

“Eles (Cipullo e Antônio Carlos) estão reunidos para definir como será feita a rescisão do contrato. A saída do Antônio Carlos foi comum acordo entre clube e treinador”, disse Del Grande. “O Palmeiras vai procurar o treinador com pulso, que seja experiente e honre a história do clube”, continuou – o que significa que os próprios diretores da Academia, jamais engoliram Zago como treinador.

A “degola” do comandante alviverde já era anunciada devido a má campanha do clube, porém, uma confusão com o atacante Robert na noite de domingo, após o empate sem gols contra o Vasco, em São Januário, culminou com sua demissão. Antônio Carlos bateu boca quando o atacante reclamou do tratamento diferenciado recebido por alguns atletas do elenco. Parte da mídia noticiou que ambos teriam chegado as vias de fato, algo que já foi desmentido pelo treinador que não aceitou o fato de alguns jornalistas “plantarem” notícias contra o Palmeiras.

De qualquer jeito, Antônio Carlos e Palmeiras agora seguem suas vidas e em caminhos opostos (é o que desejam os palmeirenses de plantão).

“O Folclore Nunca Morre”

É assim que Joel Santana responde aos seus críticos. Após levantar o primeiro e o segundo turno do estadual carioca deste ano pelo Botafogo, Joel teve seu nome bradado aos quatro cantos do Maracanã. Recompensa para aquele que chegou meio desacreditado após um atrapalhado “diálogo” na África Do Sul, porém sempre manteve um recado na ponta da língua: naquele período Joel afirmava que o campeonato carioca só estava completo por causa da sua chegada a Cidade Maravilhosa.

E maravilhosos parecem ser os segredos escondidos e anotados na velha prancheta, instrumento inseparável deste folclórico personagem do futebol nacional. Com o título de ontem, Joel Santana se aproxima de Flávio Costa que venceu o estadual carioca por oito vezes, cinco pelo Flamengo e três pelo Vasco. Já Santana conseguiu um fato heróico para o seu currículo, venceu o mesmo campeonato sete vezes (por enquanto), e pelos quatro times considerados “grandes” no Rio De Janeiro: Flamengo, Fluminense, Vaso e Botafogo.

 “O folclore do futebol brasileiro diz que o treinador é sempre vaiado pela torcida. Então, é muito gratificante ver os torcedores apoiando e cantando meu nome. Eles nos ajudaram muito e merecem o título”, disse o vitorioso treinador.

Joel jamais será Luxemburgo (ou deveria ser o contrário?), nem tão pouco é Zagallo, porém com o seu carisma e com sua grande aprovação dentro da Cidade Maravilhosa, não deverá ser difícil de engoli-lo.

Parabéns Joel!

Bio
André Apone com 34 anos, é paulistano, cristão, corinthiano, produtor de TV, fotógrafo, roteirista, colaborador de sites, professor e nas horas vagas "engana" que aprende a tocar guitarra (It's just rock n' roll). Amante de um bom filme e de um bom livro, o ex-centroavante (matador) do time da Barra, cuja contagem de gols não fica aquém da média de Ronaldo "Fenômeno", não troca por nada a maravilhosa sensação de viver a vida ao lado de sua esposa e filhas. Se quiser saber mais sobre suas "vastas" opiniões, costume visitar este blog e também o site do Lírica Comunicação - site de comunicação e divulgação gospel. Esta é a frase que o acompanha: "O Senhor É Nossa Justiça." (Jr 33:16).
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