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Rádio E TV

11.15.09

Um curso voltado para Comunicação Social que abrange todas as partes da mídia. O profissional de RTV aprenderá do básico de uma edição, de uma manipulação de imagens até a formação de excelentes profissionais quanto à direção e produção de qualquer gênero de programas.

André Apone, um profissional da área, nos responde o que esperar do mercado e até  aonde  pode chegar.

Divina: Qual sua formação Acadêmica?

André Apone: Sou formado em Rádio e TV pela UMESP (Universidade Metodista De São Paulo) e em Fotografia pela Escola Panamericana De Artes. 

Divina: Conte-nos um pouco da sua experiência profissional:

André Apone: Comecei como estagiário da primeira equipe do programa Casos De Família do SBT. Depois trabalhei como produtor em mais dois programas da casa. No último que foi o Casamento À Moda Antiga, já estava como assistente de direção. Também dei aulas de Fotografia em uma faculdade da região onde moro e agora trabalho com mídia que englobam praticamente todas, pela internet.

Divina: Fazer simplesmente a faculdade de RTV quer dizer emprego fácil, profissional gabaritado?

André Apone: Não. Infelizmente há 10 anos atrás, o mercado já estava saturado, existe muita concorrência, pois muitos buscam o curso achando que trabalhar em televisão é fácil e glamoroso, se esquecendo que a pessoa tem que ter aptidão e muita vontade de engolir sapo no começo de carreira.

Divina: Então o que aguarda o profissional ao se formar?

André Apone: Primeiramente a pessoa tem que sair da sua faculdade com uma meta traçada, se vai ser profissional da técnica, da produção, se vai partir para roteirização, edição, etc… Se a pessoa sair com um diploma na mão e nada na cabeça o mercado o engolirá. É necessário estar atento quanto ao estágio e as tendências quanto à evolução de programas, cursos e mídia em geral.

Divina: Até agora você nos contou o lado complexo da profissão, nos diga agora sobre o lado gratificante:

André Apone: Sentir-se realizado na profissão é uma das coisas mais gratificantes que existe, não só na televisão, mas na mídia em geral. Conseguir levar para o ar qualquer programa seja ele utilizando as ondas do rádio ou imagens em movimento, é o objetivo de todos, pois sempre temos que ajudar na formação de opinião.

Divina: Sabemos que trabalhar com a mídia é imprescindível trabalhar em grupo. Qual sua opinião sobre isso?

André Apone: Primeiro, está aí algo que não se aprende em curso algum. Se a pessoa não consegue trabalhar ou conviver em grupo seja qual for a sua função, então é mais fácil ela mudar de profissão ou virar um ermitão (risos). Brincadeiras a parte, é primordial a pessoa ser livre de qualquer preconceito e saber que quando lhe dão um “certo poder”, saiba se relacionar com seus colegas de profissão.  Já vi gente que ao receber um radinho comunicador nas mãos parecia diretor de Hollywood andando pelos estúdios da emissora. Tudo é uma engrenagem com horários e metas para ser cumprida, quem não respeitar isso, está fora.

Divina: Já ouvimos dizer que modelos, artistas chegam a algum lugar “apadrinhado” por alguém. Na sua profissão também é assim?

André Apone: Infelizmente tem sim, o famoso QI (quem indica) geralmente prevalece. Agora você conseguir segurar o cargo ou entrar para o mercado pela sua capacidade tem um valor maior no meio, pois todos sabem quem entra por meios próprios ou por alguma indicação.

Divina: Mas mesmo assim não há preconceito?

André Apone: Infelizmente há. O ego existe mesmo pra quem trabalha atrás das câmeras. Nem sempre um profissional que consegue tudo por meios próprios, consegue ocupar o espaço de quem está lá por indicação, mesmo que seja este o melhor.

Divina: Falando um pouco de você, quais seus projetos para o futuro?

André Apone: Atualmente trabalho com a internet em um site voltado para mídia em geral. É um desafio novo, porém posso envolver neste trabalho muitas coisas que aprendi e convivi e acrescentando sempre outras. Uma coisa que tive que aprender é tirar do meu vocabulário o não posso, não vou, não consigo, enfim, nesta área estou tendo que fazer e aprender de tudo um pouco.

Divina: Deixe aqui um comentário, uma critica que você esqueceu ou um conselho que você não deu em sua entrevista.

André Apone: Você falou em críticas, mas nem sempre a crítica serve para reprimir ou desiludir alguém. Neste mercado a pessoa tem que ter um senso crítico muito apurado, tem que saber avaliar o que é bom e o que é ruim, pois é isso que chamará a atenção não só dos telespectadores, mas de quem vai aprovar seu projeto para ir ao ar.

Entrevista

10.01.09

Nossa entrevistada deste mês é Eliza,

Coordenadora da Guarda Municipal de Itu-SP.

 

Nome: Eliza

Cidade natal: Itu-SP

Estado civil: Solteira

Profissão: Guarda Municipal

Cargo: Coordenadora

Conte como foi sua infância e adolescência? Onde foi:
Tive uma infância muito tranquila, Itu sempre foi uma cidade pacata, brincava nas ruas e de boneca… Era tranquilo!

O que queria ser quando criança?
Queria ser aeromoça, eu achava bonito! Porém não segui a profissão… Acabei seguindo outra farda (risos).

Como começou sua carreira profissional, e o que a motivou?
Sempre gostei de usar farda, impõe respeito e presença. Sem contar que nesta profissão você pode estar ajudando o próximo e colaborando sempre. No meu caso, por exemplo, sou a única mulher no comando, sou coordenadora e supervisiono uma equipe de homens  no turno da noite, então toda essa postura que minha profissão tem, é o que me motiva.

A família influenciou na escolha da profissão?
Não. Lógico que eles ficam preocupados, mas nunca influenciaram nas minhas escolhas profissionais, até porque eu não levo pra dentro de casa nada do que vivo em meu trabalho, sei separar bem as coisas…

Como consegue conciliar sua vida particular com a profissão?
Com a ajuda da minha família, dos meus pais e do meu filho mais velho que toma conta da minha filha. Moramos todos muito próximos, então fica fácil para meus pais me ajudarem nesta parte, pois trabalho em ambos os turnos em dias diferentes, por isso estão sempre presentes.

Você abre mão da sua vaidade pela profissão, ou dá para conciliar?
Sempre dá para conciliar, estou sempre usando um par de brincos, pois gosto muito! Um batom também ajuda…

O que gostaria de mudar na sua personalidade?
Na verdade eu já alcancei isto, já mudei! Me tornei uma pessoa mais calma e paciente, durante a minha profissão eu fui aprendendo a escutar mais, foi difícil, pois era uma pessoa bem estourada… Mas agora já penso mais como agir, tenho os pés no chão! Tudo isso levou um bom tempo, tenho 17 anos de carreira então deu pra aprender a me controlar… (risos)

Exemplos pessoais que a motivam:
Meus filhos.

Exemplos profissionais que a inspiram:
Todas as mulheres de alta patente. Assisti uma reportagem há alguns dias que mostrava mulheres nesta condição, achei o máximo! Muito chique as mulheres no comando da Polícia Militar.

Quais são as prioridade da sua vida?
Minha família sempre!

Existe preconceito pelo fato de ser mulher de patente?
Olha, internamente há muito respeito por eu estar no comando e até mesmo por comandar muitas pessoas em ambos turnos, isso não me trás problemas. Porém, no geral às vezes lido com certo preconceito, mas não é aquele que agride moralmente, por exemplo: quando estou junto com o motorista dentro da viatura e vamos ao encontro de uma ocorrência, a maioria das pessoas chega primeiro no motorista para explicar o acontecido, é engraçado pois o motorista sempre fala que eu  estou na coordenação e então as pessoas tem que vir até a mim. Isto não me ofende, mas talvez seja por não acharem que uma mulher possa exercer uma profissão masculina… Não sei se é a falta de conhecimento das pessoas ou vem da nossa cultura, não sei dizer!

Uma situação perigosa vivida na profissão:
Há um bom tempo estive perseguindo um indivíduo que havia furtado uma moto e ele era bem conhecido
na região. Nessa época eu fazia a ronda escolar e um amigo da vítima chegou até a mim e disse que havia visto o rapaz que cometera o roubo nas proximidades, eu estava anotando os dados do amigo da vítima e quando dei meia volta na escola  me deparei com o indivíduo… Ele tinha fama de ser atirador e quando eu o enquadrei ele fez um movimento brusco, como se fosse pegar uma arma, achei que fosse atirar em mim, mas isso não aconteceu! A adrenalina estava a mil por justamente eu estar abordando um cara que tinha uma má fama e várias passagens. Não tive medo, não há tempo pra isso, mas é que a situação foi tensa.

Uma lição de vida:
Aprendi a ter uma outra visão do ser humano, estando nesta profissão a gente vê muita coisa e isto nos deixa mais sensível. Houve uma vez que ajudei a fazer um parto, foi emocionante! Já outra vez fomos chamados para uma ocorrência na qual uma mulher havia parido uma criança e a abandonado. Pra você ter uma idéia uma cachorra tava cuidando da criancinha, ela ainda estava com o cordão umbilical, suja… Não tem como não se comover. Eu já era mãe nessa época então isso me trás muitas lembranças. Levamos a criança pra Sta. Casa, fizemos o B.O. e de longe fiquei acompanhando a criança até ir pra adoção. Outra história que me comoveu foi quando fui verificar uma ocorrência onde havia uma mãe era drogada que havia largado a filha, ela estava suja e tinha sarna e piolho, estava com fome… Essa eu quis adotar sabe! Não tinha como não se comover, o bom é que sei separar o que vivo aqui e o que vivo em casa, só comunico minha família se há algo que vai prejudicar a segurança deles, aqui sou a guarda, a coordenadora e em casa, sou a mãe.

Onde quer chegar?
Bom, dentro da minha profissão eu já sou 1ª classe e depois vem a sub-inspetora e a inspetora… Então eu quero chegar lá! (risos)

Maior conquista e maior decepção:
Minha maior conquista foi a minha graduação, na época eu estava de licença maternidade… Então foi uma realização difícil, porém uma grande conquista. Quanto à decepção não tive nada que me marcasse a esse ponto.

Qual o seu conceito de educação?
Para mim educação já vem de berço. É algo complicado de se falar, mas não tem como fugir, tem que se educar desde cedo, para o bem da sociedade.

Do que tem saudade?
Da minha infância, não tinha tanta responsabilidade (risos).

O que a faz acreditar que o Brasil é o país do futuro?
Acredito num Deus vivo, é Nele em quem acredito!

O que é a favor e o que é contra?
Olha, dentro da minha profissão eu sou a favor de tudo, desde que seja dentro da lei. Por ser uma guarda, tudo que é legalizado é aceito, o resto não serve.

O que falta em sua cidade, que não favorece a mulher?
Acho que faltam mais mulheres no comando… (risos).

Seu maior sonho:
Terminar a minha casa. E isso vou fazer com a minha aposentadoria, meus filhos estão ficando grandes… Então minha prioridade é a casa.

Deixe uma mensagem para as mulheres:
Que as mulheres acreditem mais em si próprias. Encare as coisas com mais garra, se ela tem um objetivo na vida, traça uma meta e vai em frente, acredite! Porque aparecem muitas pessoas negativasem nossa vida; mas não desista, acredite, lute e batalhe. Tudo o que tenho hoje, conquistei sozinha e desta forma, sempre batalhando. Então vão à luta sempre!