Angiologia e Cirurgia Vascular

Os vasinhos vermelhos não representam um sério problema de saúde.
O problema é que eles podem surgir combinados com veias maiores, já dilatadas e sinuosas.
Conhecimento: A palavra variz se origina do latim: VARIX que significa SERPENTE.
Mesmo que elas não sejam aparentes, as varizes podem causar dores nas pernas, inchaço, ardência sensação de cansaço, entre outros sintomas.
Para que o problema não fique cada vez mais complicado, é muito importante que você procure um médico especialista em varizes (Angiologia e Cirurgia Vascular) para avaliação de sua circulação sanguínea. Este especialista poderá lhe passar um diagnóstico minucioso sobre sua circulação e indicar se haverá necessidade de um tratamento de varizes ou microvarizes, e qual o tipo de tratamento.
Entenda que muito mais que antiestéticas, as varizes causam um problema fisiológico para o organismo.
Com o tempo, a má circulação pode provocar sérias conseqüências, para sua saúde, como: descamação da pele no local, sangramento e até doenças, Dermatite Ocre, Edema, Úlceras, Varicorragia e Tromboses, que ocorre quando o sangue coagula e entope a veia.
O desprendimento destes coágulos pode resultar também em embolia pulmonar, resultado que acontece quando o coágulo se solta e a acaba se instalando em uma artéria pulmonar.
Quando devo tratar minhas varizes?
Você deve tratar das varizes antes que elas apareçam. Caso elas já estejam em estado avançado o ideal é que o tratamento comece o quanto antes, pois como toda doença crônica, se não for tratada pode se complicar e chegar a casos mais sérios para sua saúde.
Existe um tratamento rápido e sem cirurgia?
Sim. Para casos menos complicados existe o tratamento de Escleroterapia, também conhecido como esclerose com espuma. O médico avalia o estado das veias através de um aparelho infra-vermelho que poderá indicar ou não este tipo de tratamento.
Como é feito este tratamento?
Este tratamento é bem simples. O médico especialista aplica uma combinação de medicamentos esclerosantes nas veias prejudicadas, fazendo com que ocorra um endurecimento e obstrução do fluxo sanguíneo naquele local, isso faz com que o sangue volte a fluir por outras veias saudáveis.
O número de aplicações necessárias irá depender da quantidade de vasinhos ou microvarizes, reação do tratamento e grau de dilatação das veias doentes. Ao final de cada aplicação o médico saberá dizer quantas aplicações ainda serão necessárias para concluir o tratamento. Pacientes que reagem bem aos medicamentos podem ser feitas até 2 aplicações no mesmo dia.
Somente os vasinhos ou microvarizes podem ser tratados por esse método, desde que não estejam conectados a veias varicosas. Caso haja varizes, estas devem ser tratadas cirurgicamente em ambiente hospitalar, de preferência antes de iniciar o tratamento de escleroterapia.
Qual o tempo de recuperação?
É quase que imediato. Logo após a aplicação o médico recomenda que o paciente evite ficar de pé por muito tempo, se puder ficar sentado e manter as pernas erguidas, melhor.
Em seguida pode-se ter vida normal, podendo voltar ao trabalho na mesma hora. Porém é muito importante que a paciente siga as orientações de pós-tratamento do médico especialista.
Orientações: O médico irá lhe dizer quando você poderá retornar as atividades físicas, período sem tomar sol, uso de meias elásticas, cremes ou remédios se necessário.
Cirurgia de varizes convencional
A cirurgia de varizes, tanto as grandes cirurgias como as pequenas (micro), são feitas em ambiente hospitalar, e obedecem às mesmas regras de segurança de qualquer outra cirurgia. Este procedimento geralmente exige anestesia local.
Eu recebo alta no mesmo dia?
Geralmente sim. Embora precise de anestesia, a cirurgia de varizes é simples e os riscos são mínimos. Após uma avaliação pós-operatória a(o) paciente recebe alta no mesmo dia, ou no máximo no dia seguinte, dependendo do porte da cirurgia.
Como é o Pós-operatório?
Após a cirurgia deve usar meias elásticas de média compressão e fazer repouso por dois ou três dias.
Quando for agendar sua cirurgia, lembrar que é necessário dispor dos dias que forem necessários para a completa recuperação pós-operatória.
Cirurgia de varizes à laser
Este é o tratamento de varizes mais avançado dos tempos modernos, ele é simples, rápido e muito eficaz. Por exemplo, no caso de uma cirurgia em que a veia safena esteja envolvida, o tratamento a laser é a melhor opção, pois essa técnica evita que a veia safena seja removida. Ela apenas não fará mais parte do sistema circulatório pois estará completamente esclerosada, diferente da cirurgia convencional em que o médico precisa removê-la.
Como é o Pós-operatório?
Outra grande vantagem da cirurgia a laser é o tempo de recuperação no pós-operatório, que é menor que o da cirurgia convencional, podendo voltar as atividades normais entre 1 ou 2 dias, além de diminuir significativamente os sintomas de pós-operatório.
Como é feita esta cirurgia a laser?
Uma micro fibra ótica é introduzida na veia doente, o laser de iodo instalado na sua ponta para contrair as paredes.
A veia é totalmente fechada, perdendo sua função, e o organismo se encarrega de desviar o sangue que passava por ali para outras veias saudáveis.
Fonte: www.steticlin.com.br
Nutricionista dá dicas sobre a alimentação que ajuda ou evita a celulite
Fonte: Rede Record
Alguns Hábitos Causadores De Doenças
Há muito tempo, que o biomédico Roberto Figueiredo – ou “Dr. Bactéria” – vem se empenhado em mostrar que, mesmo no aconchego do lar, vários inimigos estão à espreita. Expert em higiene, ele já provou que todo o cuidado com os micro-organismos (que vivem em nossa casa) é pouco. “Essas bactérias e fungos podem ser responsáveis por sérias infecções gastrointestinais, quadros de alergia e problemas respiratórios, como a asma”, afirma. Eliminar esses vilões por completo é impossível. Porém, impedir que se reproduzam em todos os cômodos da casa é um desafio que está ao nosso alcance. Com a ajuda do biomédico e de outros especialistas no assunto, chegamos nos hábitos mais perigosos, que fazem parte da rotina doméstica e que aumentam muito o risco de doenças. Proteja-se!
1 Não lavar regularmente cortinas e tapetes
“Esses são ambientes propícios para o acúmulo de sujeira, possibilitando o crescimento e a multiplicação dos ácaros”, diz a farmacêutica bioquímica Inneke Marie Van Der Heijden, professora de Microbiologia da Faculdade de Medicina do ABC. Mantenha a casa arejada e, se possível, lave tapetes e cortinas mensalmente. “O intervalo máximo para a limpeza deve ser de três meses”, adverte Inneke.
O que você precisa mudar:
2 Usar por muito tempo travesseiros, edredons e cobertores
“Para se ter uma ideia, de 20 a 25% do peso de um travesseiro com mais de dois anos de uso é formado por ácaros vivos e mortos e pelas fezes desses micro-organismos, que estão ali acumulados. Por isso, quem tem alergia ou problemas respiratórios normalmente já acorda mal, espirrando ou com coceira no nariz”, esclarece o biomédico Roberto Figueiredo.
Da mesma forma, os edredons e cobertores podem ser alvo de fungos e bactérias. “Cerca de 80% da poeira doméstica é formada pela descamação da pele humana. Os resíduos, que se acumulam com facilidade nos tecidos, servem de alimento aos micro-organismos. Pior, ainda, se cobertor e edredom estiverem dobrados dentro do armário, sem uso. Aí, irão absorver também a umidade ambiente”, explica Figueiredo.
O que você precisa mudar: Deixe o quarto o mais arejado possível, durante o dia. Troque os travesseiros pelo menos a cada 2 anos, e prefira os modelos de látex aos de pena de ganso. Lençóis, cobertores e edredons devem ser lavados semanalmente. “Deixá-los no sol também é uma boa pedida”, garante Inneke. E, na temporada de verão, guarde-os limpos e acondicionados em sacos plásticos.
3 Errar na limpeza do chão
Todos os aspiradores possuem um filtro que segura a sujeira. Porém, se ele não for limpo e trocado no prazo indicado pelo fabricante, ficará impossibilitado de reter a poeira, devolvendo-a ao ambiente. O pó que sobe e se deposita de novo no solo é um veneno para os portadores de doenças respiratórias. Também existe o risco de infecção pelo uso inadequado de panos de chão embebidos em substâncias como detergente, sabão em pó, desinfetante e água sanitária.
O que você precisa mudar: “Para aspirar, prefira um produto que contenha um elemento filtrante chamado ‘hepa’, que torna o aparelho mais seguro”, explica o biomédico. Limpar o filtro depois do uso, e trocá-lo, de acordo com as instruções do fabricante, são outras medidas importantes. Por fim, mesmo depois de aspirar os cômodos, o ideal é complementar a limpeza com um pano úmido. Passe primeiro um pano, molhado em uma solução de água e detergente. Depois, enxágue com pano úmido. Em outro balde, misture 2 colheres (sopa) de água sanitária com 1 litro de água. Então, passe no chão e deixe secar, sem enxaguar. Assim é que as bactérias serão eliminadas.
4 Não higienizar nem trocar a esponja de cozinha
Úmida, e com restos de alimentos, ela é uma espécie de hotel cinco estrelas para as bactérias mais perigosas, capazes de transmitir diversos tipos de intoxicação alimentar.
O que você precisa mudar: O ideal é higienizá-la no final do dia, todos os dias. O processo é bastante simples. “Basta ferver água suficiente para cobri-la, desligar o fogo e colocar a esponja dentro, deixando-a de molho por, pelo menos, cinco minutos”, ensina o biomédico. Porém, mesmo assim, é preciso trocá-la regularmente. “O intervalo máximo para a substituição deve ser de um mês”, diz a professora de Microbiologia Inneke Marie Van Der Heijden.
5 Estender o pano de prato úmido em cima da louça limpa
“Um simples paninho desses pode acumular um milhão de bactérias a mais que uma tampa de vaso sanitário de banheiro público”, alerta o biomédico Roberto Figueiredo. Tudo isso porque, além de estar contaminado por resíduos de alimentos, ele é muito manipulado durante o processo de secagem da louça. “O ambiente úmido é perfeito para a proliferação de micro-organismos.
No pano seco, as bactérias duram 24 horas. No úmido, 48 horas”, avisa. Soltas, ali pertinho dos utensílios domésticos, elas podem, sim, infectá-los, chegando também aos alimentos. É o que os especialistas chamam de “contaminação cruzada”.
O que você precisa mudar: Descarte o pano de prato logo após o uso, deixando-o, de preferência, numa solução de água sanitária diluída, até o momento de ser lavado. E só volte a reutilizá-lo quando ele estiver seco.
6 Deixar alimentos fora da geladeira
Quem nunca esqueceu a pizza no forno, de um dia para o outro? Por mais inocente que pareça, a mania de deixar a comida da família à temperatura ambiente pode resultar em quadros de intoxicação, com sintomas como diarreia, vômito e febre.
“Ouço muitas pessoas dizerem que não colocam nada quente na geladeira, para não estragar o eletrodoméstico. Mas, agindo assim, prejudicam algo muito mais valioso: a própria saúde”, alerta Roberto Figueiredo. Ele garante que nenhum tipo de alimento deve ficar exposto, sem refrigeração, por mais de duas horas. Segundo o infectologista Paulo Olzon Monteiro da Silva, professor de Clínica Médica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o descuido com o acondicionamento da comida é a principal causa de doenças no ambiente doméstico.
O que você precisa mudar: Além de guardar os alimentos na geladeira, logo após o consumo, é importante que estejam em potes destampados. “O vento gelado fabricado pelo refrigerador tem a função de roubar o calor do alimento. Porém, a tampa funciona como uma barreira. O alimento fica numa espécie de estufa, e continuará quente por muito tempo. Nessa situação, a multiplicação das bactérias ocorrerá da mesma forma”, diz Figueiredo. Então, a dica é tampar os alimentos duas horas após tê-los levado à geladeira.
7 Usar utensílios de madeira
Com o tempo, vão aparecendo fissuras nas colheres e tábuas, e é ali que as bactérias se instalam. “É impossível fazer a higienização correta desse material. Os micro-organismos grudam na madeira, e não são eliminados nem sob o sol, nem com água sanitária”, diz Figueiredo. “A tábua, por exemplo, fica com resíduos de alimentos. E normalmente está úmida, é mais difícil de secar. Ou seja, o meio dá as condições ideais para que as bactérias proliferem”, afirma Olzon.
O que você precisa mudar: Use talheres de alumínio, e tábuas de vidro para cortar os alimentos. “As tábuas de plástico não seguram a umidade, mas também apresentam fissuras com o tempo de uso. As de vidro são as melhores, pois não permitem a penetração de micro-organismos. Além disso, são as mais fáceis de limpar”, explica Inneke Heijden.
Outras atitudes que você deve evitar
Assoprar o bolo de aniversário - Pode até ser uma tradição, mas, segundo os especialistas, a saliva chega a contaminar o alimento, transmitindo bactérias responsáveis por intoxicações alimentares geradoras de quadros de náusea e vômito.
Retirar a formiga do açucareiro e utilizar o açúcar – “Tem até quem coma a formiga, dizendo que faz bem para a vista! Mas a verdade é que elas são um meio de transporte das bactérias: do lixo, ou do chão, até os alimentos. Podem provocar todos os tipos de intoxicação alimentar”, explica Figueiredo.
Apertar a descarga com a tampa do vaso aberta - As bactérias que sobem com a pressão da água podem ficar rodando no banheiro por até duas horas, contaminando toalhas e até a escova de dentes, se ela estiver próxima, sobre a pia.
Não limpar os filtros de água – Não adianta usar um aparelho para eliminar os resíduos da água se ele próprio não estiver esterilizado. O líquido é facilmente contaminado, e pode provocar intoxicações. Filtros de barro precisam ser lavados semanalmente, com água e sabão. Já os de material sintético devem ser limpos de acordo com o prazo indicado pelo fabricante.
Fonte: vivasaude.uol.com.br
Confira Dietas Para Desintoxicar O Organismo

Depois de um fim de semana regado a muita fritura, doces e bebidas, fica aquela sensação de que seu corpo pede desesperadamente por socorro. Mas será que uma dieta desintoxicante é importante para a saúde de seu organismo?
“Toda pessoa deve fazer uma dieta de desintoxicação de tempos em tempos”, comenta a nutricionista Juliana Armano. Segundo Juliana, é importante que se elimine do organismo substâncias tóxicas, como metais pesados, agrotóxicos, corantes, conservantes.
E isso independe do tipo de alimentação a que você está habituada. “Se uma pessoa tem uma alimentação saudável a maior parte do tempo, o ideal é que ela faça a dieta pelo menos uma vez por mês”. Agora, se você é do tipo que adora uma fritura, refrigerantes e alimentos industrializados e não consegue passar um dia sem eles, o ideal é que a dieta desintoxicante seja feita a cada quinze dias.
No entanto, para a nutricionista Fernanda Pisciolaro esse tipo de dieta não traz benefício algum ao organismo. “Não existem pesquisas que comprovem a utilidade de dietas tão restritivas, que carecem de nutrientes e vitaminas”, comenta. Ela explica que substâncias como os agrotóxicos não são absorvidas pelo intestino. “Até agora só foi realmente comprovado que algumas pessoas têm alergia a essas substâncias”.
Fernanda salienta que uma dieta regrada, com uma combinação de alimentos com proteínas, carboidratos e fibras é o essencial para o organismo. “Se exagerei na quantidade de gordura que comi hoje, por exemplo, eu devo reduzir a quantidade de gordura que vou comer durante o resto da semana. O corpo, por si só, é capaz de eliminar essas substâncias”, explica.
Já para a nutricionista Samantha Rhein, uma dieta de purificação do organismo é aquela rica em alimentos naturais, com baixo consumo de alimentos industrializados, como sal e açúcar. “O ideal é que se faça uma dieta o menos restritiva possível”, salienta. Ela lembra ainda que crianças, adolescentes, idosos, gestantes e mulheres que estão amamentando não podem, de forma alguma, seguir uma dieta desintoxicante. “Esse tipo de dieta é insuficiente tanto na quantidade de calorias necessárias quanto no valor nutricional que proporcionam”, finaliza.
Fernanda Pisciolaro – nutricionista
www.abeso.org.br
Juliana Armano – nutricionista
www.simalimentos.com.br
Samantha Rhein – nutricionista
Fonte: www.beleza.terra.com.br
Confira Dicas Dos Bombeiros Para Aproveitar O Verão Na Praia Com Segurança
A temporada de férias está aí. Nesta época do ano, milhares de pessoas trocam a agitação da Capital pelo sossego e beleza das praias do litoral paulista.
Sol e mar para os visitantes. Preocupação para os cerca de 1300 guarda-vidas (efetivos e temporários) do 17º Grupamento de Corpo de Bombeiros do Guarujá que atuam nas areias.
No Estado, esta é a unidade responsável pelo patrulhamento, resgate, prevenção, busca e salvamento marítimo nos 650 quilômetros de costa e 392 quilômetros de praias, distribuídos em 14 municípios. Entre eles Ubatuba, Ilhabela, Santos, Guarujá, Praia Grande e Peruíbe.
A maior preocupação desses bombeiros é realizar um forte trabalho preventivo. “Entretanto, mesmo com as campanhas educativas e a redução dos acidentes e mortes, o grande problema continua sendo os afogamentos”, explica o sargento Michel Amâncio.
Em 2005, foram registradas 97 mortes deste tipo na região. Ainda assim, é o número mais baixo desde 1986, quando o total de óbitos chegou a 389. A melhora na estatística está associada à adoção do projeto Operação Praia Segura, em 2001. Trata-se de um plano de ação que envolve o aumento do número de guarda-vidas nas praias mais procuradas pelos turistas, reforço dos equipamentos utilizados para resgate e prevenção de acidentes e afogamentos, além do trabalho de conscientização.
Segundo o sargento Amâncio, a principal causa dos afogamentos é a imprudência dos banhistas que insistem em não obedecer às placas de advertência espalhadas pelos locais de risco. “Todas as praias são perigosas. A redução no número de acidentes só vai depender da postura de seus freqüentadores”, reforça.
Férias Saudáveis
Os procedimentos seguidos pelos Bombeiros no atendimento aos banhistas em situações de risco indicam que manter a tranqüilidade é fundamental para evitar o afogamento e possibilitar o resgate.
Normalmente, esses acidentes ocorrem porque as pessoas nadam contra a correnteza e se desesperam. O corpo cansa e acaba afundando. Abaixo, algumas dicas:
· As crianças se perdem com facilidade. Não as perca de vista e procure identificá-las
· Afaste-se das costeiras e pedras. Você pode escorregar ou ser derrubado pelas ondas
· Se você se sentir em perigo, não entre em pânico. Tente boiar
· Se estiver sendo arrastado por uma corrente marítima, procure nadar paralelo à praia.
· Não abuse do álcool. A bebida faz você perder a noção do perigo
· Se você não está acostumado com o mar, não confie em bóias, objetos flutuantes, pranchinhas. Esses equipamentos transmitem uma falsa segurança.
E lembre-se: água no umbigo, sinal de perigo!
Fonte: guiadolitoral.uol.com.br
Fibras Alimentares
Por Marcos S. Buckeridge (msbuck@usp.br)
O que são e de onde vêm?
Todas as células vegetais são envolvidas por uma matriz de polímeros de açúcares que exercem, na planta, diversas funções. Tais polímeros são ingeridos a partir de todos os alimentos naturais de origem vegetal e também a partir de alguns alimentos processados, aos quais polissacarídeos são adicionados com fim específico de alterar sua textura. Na alimentação humana, estes polissacarídeos são genericamente chamados de fibras ou gomas, de acordo com a sua solubilidade em água e da quantidade utilizada. Embora não se tenha uma definição precisa de fibras, consideram-se como tal os carboidratos complexos de origem vegetal que não são digeridos no intestino humano.
Tipos de fibras
De modo geral, as fibras alimentares podem ser divididas em dois grupos: fibras solúveis e fibras insolúveis. As solúveis constituem polissacarídeos como a celulose e as hemiceluloses, que por interagirem fortemente entre si não dissolvem em água facilmente. As pectinas, ao contrário, se dissolvem com relativa facilidade, mesmo em água fria, e são, portanto parte das fibras solúveis. As funções desses dois tipos de fibras na alimentação são distintas.
As insolúveis têm uma função mecânica mais acentuada e servem assim para dar maior consistência ao bolo alimentar. Sem esse tipo de fibra nós provavelmente conseguiríamos digerir muito pouco do que comemos, pois ficaríamos em um estado de diarréia constante. O outro extremo, isto é, um excesso de fibras insolúveis, causaria constipação, pois o bolo alimentar ficaria cada vez mais sólido. Portanto, nós, humanos, somos adaptados a ingerir certo balanço de fibras solúveis tal que mantenha a consistência do bolo alimentar dentro de certos limites. Há um efeito interessante desse tipo de fibra que é pouco comentado na literatura. Em experimentos em nosso laboratório (em tubos de ensaio), verificamos que em baixos phs, uma porcentagem razoável de proteínas (25-50%) interage com a celulose. No estômago e intestino as condições são, obviamente, diferentes daquelas que usamos nos tubos, mas se pelo menos parte disso for verdade, durante a digestão uma quantidade apreciável de proteínas é perdida por interagir com a celulose e consequentemente essas proteínas acabam não sendo absorvidas. Novamente, isso pode ser bom ou ruim, dependendo do balanço entre carnes (ou feijão, por exemplo) e fibras insolúveis ingeridas.
As fibras solúveis participam ativamente nessa função mecânica, mas além disso, por apresentarem solubilidade mais alta em água e alta viscosidade, dificultam o transito de moléculas dentro do bolo alimentar. Por esse motivo, essas fibras “capturam” açúcares simples, gorduras, vitaminas entre outras substâncias, por um tempo longo e evitam que elas sejam absorvidas. Acredita-se que quando nos alimentamos de fibras solúveis, forma-se uma camada viscosa na superfície interna do intestino, denominada camada e água não-agitável, que exerce a função de “filtrar” o que é absorvido naquele local. Se esse efeito é bom ou ruim para quem ingere tal tipo de fibra depende de quanto e de qual o tipo de fibra solúvel. Dependendo da proporção de fibra solúvel na alimentação, uma menor quantidade de açúcares e gorduras será absorvida pelo organismo. Isso pode ser bom por um lado, pois previne ou ameniza os efeitos daquelas substâncias sobre o diabetes (açúcares) e tende a diminuir a incidência de doenças cardiovasculares (gorduras). Também podem contribuir para uma diminuição na incidência de certos tipos de câncer tais como o câncer de cólon (intestino grosso), estômago e câncer de mama. Por outro lado, é importante lembrar que se houver consumo muito alto de fibras na alimentação, haverá uma tendência de aumento na fermentação destas pelas bactérias da flora intestinal, resultando em produção de gases em excesso.
É ainda importante salientar que não existe um efeito mágico sobre esses tipos de câncer do tipo “é só comer que evita o câncer”, mas um efeito estatístico, ou seja, diminuição na probabilidade de adquirir tais tipos de câncer. Na literatura há grande controvérsia quanto a esse aspecto, mas como não há efeitos negativos das fibras, talvez valha a pena manter uma dieta com um bom balanço delas.
As fibras nos alimentos que comemos
Se considerarmos a capacidade de dissolução em água das fibras, há diferenças consideráveis se comermos alimentos crus ou cozidos. O cozimento é sempre feito em água (mesmo que seja a água do próprio alimento) e tem o efeito de aumentar a proporção de fibras solúveis nos alimentos. Por exemplo, há diferença se comemos uma salada de tomates ou um molho vermelho e um macarrão. No caso da salada, há mais efeito de fibra insolúvel enquanto em um bom molho de tomates (bem apurado) as fibras solúveis tornam-se mais disponíveis para exercerem suas funções. O mesmo ocorre quando cozinhamos feijão, cenoura, batata etc.
Assim, ao invés de longas tabelas de alimentos com os tipos de fibras que contêm em um pequeno espaço como este, fica mais instrutivo se fizermos uma divisão mais geral.
É preciso levar em consideração o que vimos até agora
1- fibra está na parede celular das células vegetais e têm composição química e propriedades diversas
2- fibras podem ser divididas em dois grandes grupos: solúveis e insolúveis
3- as insolúveis se correlacionam mais com função mecânica e as solúveis conferem a formação de camadas viscosas nas paredes intestinais (a camada de água não-agitável)
4- o cozimento pode alterar a proporção de fibras solúveis e insolúveis em um dado alimento
Se agora dividirmos os tipos de alimentos vegetais que comemos em cinco tipos: folhas, raízes, sementes, frutos e alimentos processados, podemos construir a seguinte tabela:
Tipo de fibra
|
Tipo de fibra |
Alimento |
||||
|
folhas (alface, couve, agrião) |
raízes (batata, batata doce, mandioca) |
sementes (cereais, feijão, lentilha, ervilha) |
frutos (maçã, tomate, mamão, abacaxi) |
alimentos processados (sorvetes, sopas, pudins) |
|
|
insolúvel |
+++ |
+++ |
++++ |
++ |
+ |
|
solúveis |
++ |
++ |
++++ |
++++ |
++ |
Esta tabela mostra uma estimativa bem geral da divisão fibra solúvel/insolúvel distribuídas por diferentes órgãos das plantas e também em alimentos processados. Estes últimos levam em
sua composição algumas gomas que têm a função de alterar a textura do alimento. No entanto, esses compostos acabam servindo também como fibras.
Quanto aos órgãos das plantas, note que frutos contêm mais fibras solúveis enquanto folhas e raízes contem mais fibras insolúveis. As sementes apresentam em geral um equilíbrio entre os dois tipos de fibra.
Entre os alimentos processados, encontram-se vários que são originários de plantas e que mesmo após processamento extensivo ainda apresentam fibras (muitas vezes modificadas) que também exercem seu papel fisiológico. Entre eles está o café. Por tratar-se de uma semente que contém grandes quantidades de fibras solúveis, após o processamento ainda mantêm muitas das características daquelas e são, portanto fontes de fibras
A literatura nesse aspecto é tremendamente controvertida, pois alguns compostos do café são “malvistos” (cafeína, por exemplo) enquanto as fibras nele presentes poderiam ser consideradas compostos benéficos à saúde. De fato, há relatos de experimentos científicos indicando que as fibras de café podem diminuir a incidência de câncer de cólon.
Finalmente, saliento ao leitor que este artigo tem o objetivo de possibilitar a utilização de seu senso crítico ao escolher o que come e não de orientá-lo especificamente a escolher qualquer dieta alimentar. Grosso modo, cada um pode facilmente perceber os efeitos que cada tipo de alimento tem em seu organismo (se há produção excessiva de gases ou se o transito intestinal é muito lento). As informações aqui veiculadas não são de forma alguma finais e o leitor tem que ficar atento a cada nova descoberta nessa área. Porém, usando o bom senso, é possível melhorar o balanço entre os diferentes alimentos que normalmente ingerimos, evitando o consumo exagerado de amidos (pães, massas, biscoitos, etc.) e balanceando melhor a alimentação com uma boa mescla de fibras solúveis e insolúveis de modo a melhorar o trânsito intestinal sem evitar a absorção de vitaminas, proteínas e outras substâncias importantes para a manutenção bioquímica de nosso organismo, mas mantendo um nível de fibras tal que ajude a prevenir contra o câncer, diabetes e doenças cardiovasculares.
Lábio Leporino
Popularmente conhecida como lábio leporino, a fissura labiopalatal é uma abertura na região do lábio e/ou palato do recém-nascido ocasionada pelo não fechamento destas estruturas na fase embrionária, isto é, entre a 4ª e a 12ª semana de gestação.
As fissuras podem ser unilaterais ou bilaterais e variam desde formas mais leves como cicatriz labial ou úvula bífida (“campainha” dividida) até formas mais graves como as fissuras completas de lábio e palato. As fissuras podem deixar o canal oral em contato com o nasal.
Em cada 650 nascimentos no Brasil, uma nasce com fissura labiopalatal. As principais causas para o surgimento dessa anomalia na gestação são: o uso de álcool ou cigarros, a realização de raios X na região abdominal, a ingestão de medicamentos, como anticonvulsivantes ou corticóide, durante o primeiro trimestre gestacional, deficiência nutricional, além da hereditariedade. Ou seja, dependendo dos casos, essa deformidade poderia ser evitada não fosse a conduta irresponsável da mãe durante a gravidez.
Com a alteração da anatomia da face, há maior risco das crianças aspirarem o alimento provocando infecções como otites e pneumonias. As otites podem causar prejuízos no desenvolvimento da fala e linguagem. As anemias também são freqüentes nas fissuras labiopalatais normalmente solucionáveis com uma dieta balanceada e sulfato ferroso.
O aleitamento materno é indicado para evitar infecções, combater a anemia e fortalecer a musculatura da face e boca. Conseqüentemente, o ato de sucção faz com que haja aumento no vínculo entre mãe e bebê. Pode ser que a criança precise de um complemento alimentar.
A presença desse tipo de alteração congênita causa enorme choque nos pais que, geralmente, esperavam uma criança perfeita. Mesmo naqueles que descobrem a anomalia no pré-natal pelo ultra-som o impacto é grande. A fissura labial é aparente, já que se localiza no rosto, área de grande importância estética. A anomalia afeta o palato, causando ansiedade, pois há refluxo da alimentação do bebê pelo nariz, além dessas fissuras causarem desarmonia facial.
Tratamentos
Sem o devido tratamento, as fissuras podem provocar sequelas graves, como a perda da audição, problemas de fala e déficit nutricional, além do sofrimento com o preconceito. É possível a total reabilitação do paciente com fissura labiopalatal. Quanto mais cedo a intervenção, melhor. O inconveniente é que o tratamento é longo, tendo início desde o nascimento até a fase adulta, passando por várias cirurgias corretivas e estéticas.
Uma equipe multidisciplinar deve estar envolvida nessa reabilitação, como médicos, fonoaudiólogo, nutricionista, dentista, psicólogos e assistente social. A troca de informações entre os profissionais é fundamental para o tratamento da criança, pois um fator interfere diretamente no outro, no que diz respeito aos dentes, à fala, à face, às funções alimentares e ao desenvolvimento psicossocial.
Cirurgia inicial
A primeira cirurgia, de lábio e palato mole, já pode ser realizada aos três meses de idade da criança. Já a cirurgia de palato duro é realizada apenas aos 18 meses de idade. Para uma boa alimentação e a criança não refluir alimento pelo nariz até a cirurgia do palato duro, são desenvolvidas placas palatinas pré-moldadas, de fácil manejo e é realizada orientação da posição correta para alimentar o bebê.
No Brasil, são encontrados vários centros especializados no atendimento de pacientes com fissuras labiopalatais pelo SUS. A grande referência nacional é o Centrinho/USP de Bauru. Procure consultar qual o centro mais perto de você.
Os pais que descobrirem seu filho com fissura labiopalatal devem procurar todos os tipos de orientações para possibilitarem a total reabilitação do seu filho. Fiquem tranqüilos; a rejeição, negação e sentimento de culpa são normais no primeiro momento, mas com ajuda profissional vocês e seu bebê terão uma vida saudável e feliz.
Fonte: www.guiadobebe.uol.com.br
A Ilusão De Um Músculo
Desde que nasce o ser humano tem a necessidade de se juntar aos semelhantes e a partir de quando adquirem certa independência de movimento e comunicação, formam seus grupos com regras bem definidas formais ou informais. As formais se baseiam em regras sociais eticamente discutidas e escritas. As informais, embora não sejam escritas, todos obedecem, e quem se nega a cumprir é eliminado do grupo. Assim temos desde as brincadeiras de criança com as regras criadas e/ou adaptadas na hora, passando pelos adolescentes vestindo o mesmo tipo de roupas e ouvindo o mesmo tipo de música até os praticantes das diversas modalidades esportivas ou atividades físicas.
Esses grupos informais popularmente são chamados de “tribos” existentes em todos os segmentos da sociedade. Nas academias de musculação um desses grupos são os chamados “marombeiros” onde visivelmente a hierarquia costuma ser postulada pelo tamanho dos músculos e/ou anos de experiência. Como todo grupo social eles têm algumas características e até regras comuns tais como:
1 – Se recusam a fazer qualquer outra atividade complementar ou substituir quando estão lesionados.
2 – Priorizam a musculação sobre qualquer compromisso a qualquer custo.
3 – Suportam mais as dores musculares e por isso treinam até sem condições.
4 – Quando por motivo de força maior são obrigados a parar demonstram irritação, depressão, ansiedade e etc.
5 – Experimentam um alívio imediato ao retornar à rotina de treinamento.
6 – Apesar do problema, têm consciência de que são viciados em exercício.
7 – Querem “malhar” sempre pesado não respeitando o repouso.
8 – Fazem dietas para se manterem com percentual de gordura sempre muito baixo para que seus músculos se tornem bem visíveis.
9 – Por vezes não respeitam e ignoram as orientações profissionais a menos que fale a linguagem deles.
10 – Alguns fazem uso periódico dos anabolizantes por ser a forma mais rápida e supostamente eficiente para crescer os músculos. Da mesma forma que o resultado vem rápido, parar de usar pode causar uma regressão levando invariavelmente à dependência.
Os marombeiros, como eles mesmos autodenominam, acabam usando drogas ilícitas para de alguma forma se impor e se integrarem à sociedade pelos padrões da ditadura estética personificando Apolo, o Deus da Luz. Embora nem todos declarem usar, fica difícil à luz da ciência aceitar músculos tão desenvolvidos sem drogas.
Os anabolizantes para esse fim, são drogas ilícitas porque só podem ser vendidas com receita médica. Até 1998 podiam ser compradas livremente em qualquer farmácia e a venda só foi regulamentada por conta dos vários casos de câncer, falência hepática, tumores renais, atrofia dos testículos, infertilidade, hipertensão arterial e até mortes ligadas ao uso indiscriminado e irresponsável.
Assim mesmo, alguns conseguem burlar as leis porque não são rígidas. Uma pesquisa realizada em 125 farmácias de Vitória (ES), entre abril e maio de 1993, constatou venda de 2409 caixas de anabolizantes sendo 1788 compradas sem receita médica. De qualquer forma é estranho 330 terem sido legalmente vendidas sabendo-se que esses medicamentos têm indicações restritas nos casos de atrofias musculares causadas por certos tipos de doenças ou acidentes traumáticos, anemias, alguns tipos de câncer, e casos de reposição hormonal, afirma o médico Luciano Resende, especialista em Esporte que conduziu o estudo.
Não dá para “tapar o sol com a peneira”. O problema existe tanto que há pouco tempo foi desbaratada mais uma quadrilha que vendia essas drogas em academia do Rio de Janeiro. Vários trabalhos fidedignos são facilmente encontrados na Internet feitos a partir de entrevistas informais em academias de diferentes bairros no Rio de Janeiro mostrando a maioria dos praticantes admitindo já ter usado a droga. Os entrevistados têm entre 18 e 30 anos, a maioria são homens, e não dá para dizer que é falta de cultura, desinformação, pobreza, raça ou qualquer outro tipo de preconceito. Em um desses estudos os homens somam 58% universitários e as mulheres 61%.
A função social de nós, profissionais de Educação Física e órgãos de saúde são de modo incansável alertar e educar os jovens quanto aos malefícios que os anabolizantes causam ao organismo. Temos que ser claros, objetivos e por vezes até chatos ao afirmar que essas drogas deixam o sujeito forte, impotente e pode matar! A função de coibir, investigar e prender é da polícia. Não é nossa função também discriminar. Sempre há uma chance de recuperar um viciado em drogas.
Fonte: www.copacabanarunners.net
Hipertensão
A hipertensão arterial ou pressão alta é uma doença que ataca os vasos sangüíneos, coração, cérebro, olhos e pode causar paralisação dos rins. Ocorre quando a medida da pressão se mantém frequentemente acima de 140 por 90 mmHg. Essa doença é herdada dos pais em 90% dos casos, mas há vários fatores que influenciam nos níveis de pressão arterial, entre eles:
- fumo, consumo de bebidas alcoólicas, obesidade, estresse, grande consumo de sal, níveis altos de colesterol, falta de atividade física;
- além desses fatores de risco, sabe-se que sua incidência é maior na raça negra, aumenta com a idade, é maior entre homens com até 50 anos, é maior entre mulheres acima de 50 anos, é maior em diabéticos;
Sintomas
Os sintomas da hipertensão costumam aparecer somente quando a pressão sobe muito; podem ocorrer dores no peito, dor de cabeça, tonturas, zumbido no ouvido, fraqueza, visão embaçada e sangramento nasal.
Prevenção e controle
A pressão alta não tem cura, mas tem tratamento e pode ser controlada. Somente o médico poderá determinar o melhor método para cada paciente, mas além dos medicamentos disponíveis atualmente, é imprescindível adotar um estilo de vida saudável:
- manter o peso adequado, se necessário, mudando hábitos alimentares;
- não abusar do sal, utilizando outros temperos que ressaltam o sabor dos alimentos;
- praticar atividade física regular;
- aproveitar momentos de lazer;
- abandonar o fumo;
- moderar o consumo de álcool;
- evitar alimentos gordurosos;
- controlar o diabetes
Fonte:
- Ministério da Saúde – Hipertensão: vida saudável o melhor remédio. (Folder)
Atitudes Que Afastam O Câncer
Reunimos hábitos simples que, adotados em sua rotina, fazem uma enorme diferença para afastar a segunda doença que mais mata no Brasil.
Durma mais cedo
De olhos bem fechados — é assim que se cumpre a primeira medida para se ver livre de um tumor. E essa tarefa exige simplesmente que a gente adormeça. Quem deixa de lado boas noites de repouso se expõe ao câncer. Pior, a privação do descanso acelera a evolução da doença, como mostra um estudo da Universidade Federal de São Paulo. “Camundongos fêmeas com câncer e que não dormiam direito morreram mais depressa”, conta o psicobiólogo Sérgio Tufik, coordenador da pesquisa. “A falta de sono prejudica o sistema imune, permitindo que o tumor se desenvolva rápido”, diz. É também à noite, quando nos entregamos ao travesseiro, que a glândula pineal, no cérebro, fabrica a melatonina. “Esse hormônio regula o nosso ritmo biológico e ainda tem efeito antioxidante”, diz Tufik. Ou seja, blinda o corpo prevenindo toda sorte de tumores. Mas evite o atraso na hora de ir para a cama — o pico de melatonina é por volta da uma da manhã e você precisa estar dormindo há pelo menos uma ou duas horas para obter o máximo proveito — e nunca troque a noite pelo dia. Ora, é na escuridão que se garantem as fases reparadoras do sono e, com isso, uma maior proteção.
Vista a camisinha
O conselho não é destinado apenas aos jovens. Quem se gaba de décadas de experiência entre os lençóis também deve usar o preservativo — sobretudo quando não tem um parceiro fixo. Ele ajuda a erguer uma muralha contra o papiloma vírus humana, o HPV — e são alguns tipos desse vilão os responsáveis por quase 99% dos cânceres de colo de útero. “Embora não seja totalmente eficaz, a camisinha é uma boa medida preventiva”, diz o ginecologista Rogério Ramires, do Femme Laboratório da Mulher, em São Paulo. “Basta o contato entre as mucosas nas preliminares para a transmissão do vírus”, afirma. De qualquer forma, o preservativo já limita a entrada de hordas de HPV, micro-organismo que é capaz de se instalar no útero e, se o código genético do hospedeiro lhe for viável, detonar ali as lesões que abrem alas a um tumor. Mas não pensem os homens que só as damas sofrem as consequências do sexo inseguro. Uma pesquisa do Instituto Nacional de Câncer revelou uma íntima relação entre o HPV e o câncer de pênis. “Ele esteve associado a 75% dos casos da doença”, conta o autor do estudo, o urologista Antonio Augusto Ornellas. E há quem diga ainda que o HPV seja gatilho para tumores de boca.
Busque seu peso ideal
Quer motivo mais nobre para ajustar as contas com a balança? Os quilos extras financiam diversos tumores. Não por acaso, esse tenebroso elo é o tema da campanha da União Internacional contra o Câncer deste ano. A entidade alerta: controlar a obesidade ainda na infância é o jeito mais seguro de erradicá-la na fase adulta e, de brinde, impedir que um câncer apareça. “O excesso de gordura acarreta uma maior concentração de substâncias que estimulam o surgimento de células precursoras de um tumor”, explica o nutricionista Fábio Gomes, do Instituto Nacional de Câncer, no Rio de Janeiro. “Além disso, o tecido gorduroso produz fatores inflamatórios que, em abundância, favorecem a transformação de células saudáveis em cancerosas”, arremata o especialista. Para prevenir tanto problema, a estratégia é aliar um cardápio equilibrado a um programa de atividade física — hábitos que, por si só, já botam tumores para correr. E Gomes dá um recado às mulheres que acabam de ser mãe: “Amamentar o bebê até os 6 meses de idade diminui o risco de ele ser obeso e, assim, sofrer de um câncer no futuro”.
Câncer na balança
Os cientistas já têm evidências de que esta lista de tumores está associada à obesidade:
• Câncer de esôfago
• Câncer de endométrio— o tecido que reveste o útero
• Câncer de rim
• Câncer de vesícula
• Câncer de mama após a menopausa
• Câncer de pâncreas
• Câncer colorretal
Coma cinco vegetais por dia
No mínimo. Mas pode ficar à vontade para extrapolar esse número de porções. Os nutrientes que habitam verduras, legumes e frutas têm merecida fama de agentes anticâncer. Por isso, estrelam milhares de estudos ao redor do globo, que investigam como eles são capazes de prevenir e brecar tumores. Há um exército dessas substâncias, e são vários seus estratagemas para desarmar a gênese da doença. Fazem parte dele o licopeno do tomate e o betacaroteno do mamão. “Eles têm ação antioxidante, isto é, anulam os radicais livres que danificam o DNA das células”, explica Thomas Ong, coordenador do Laboratório de Dieta, Nutrição e Câncer da Universidade de São Paulo. Outro pelotão é capitaneado pelo selênio, da castanha- do-pará. “Ele induz a destruição de células cancerosas, cortando o mal pela raiz”, explica. Há soldados, como os isotiocianatos da couve-flor, que estimulam a atividade de genes protetores. E ainda as fibras, que formam um escudo contra tumores no intestino.
Seleção vegetal
Confira abaixo uma sugestão de como incluir frutas e companhia no seu cardápio. É muito fácil e ainda há um leque de opções
Mamão: Comece o dia com a fruta rica em fibras e betacaroteno
Suco de laranja: Fornece um montão de substâncias contra os radicais livres
Salada com tomates: O vermelhinho está cheio de licopeno e as folhas, de vitaminas
Castanha-do-pará: Um único exemplar já supre a cota diária de selênio
Pêra: Bela opção de sobremesa, especialmente pela combinação entre fibras e antioxidantes
Passe o protetor solar (sempre!):
Não é frescura, não. Para facilitar a vida, saiba que, no cotidiano, basta espalhar o creme pelas áreas do corpo que ficam mais expostas ao sol, como o rosto, a nuca e os braços. Não adianta cobrir toda a pele com a loção na temporada de praia e deixá-la à mercê da sorte no resto do ano. “É mais importante se proteger contra a radiação solar no dia a dia”, afirma o dermatologista Sergio Schalka, diretor da Sociedade Brasileira de Dermatologia. A exposição crônica ao sol é a principal culpada pelo câncer de pele. Por isso, não se esqueça do protetor antes de caminhar no parque ou pegar aquele trânsito, por exemplo. “O produto deve ter pelo menos fator 15 e contar, ainda, com proteção contra os raios UVA”, orienta Schalka.
Fique longe de fumantes
Ou, se for o seu caso, pare de fumar. Pergunte a quem estiver mais próximo o que provoca câncer. A resposta será provavelmente cigarro. “Nenhum outro poluente tem tantas substâncias químicas, e muitas delas favorecem a doença”, alerta o oncologista Alexander Daudt, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Inclusive para fumantes passivos. Embora o sistema respiratório seja o principal alvo das baforadas (próprias ou alheias), hoje se sabe que elas sopram a favor de tumores em outras redondezas do corpo. A Sociedade Americana de Câncer, por exemplo, acusa o cigarro como causa do problema na bexiga. E uma revisão de estudos da Universidade de Hong Kong acaba de confirmar: a fumaça espalha o mesmo suplício no intestino. “Ao cair na circulação, os compostos nocivos se tornam fator de risco para o câncer em diversos órgãos”, diz Daudt.
Pare no primeiro copo
O álcool vive num sobe-e-desce quando se debatem seus efeitos sobre a saúde. Pesquisas apontam que doses moderadas são um dos ingredientes da longevidade. Por outro lado, pululam trabalhos indicando que beber em excesso contribui para o câncer. Apesar de não haver acordo sobre o limite — ele varia de pessoa para pessoa —, os médicos estão certos de que não se deve abusar de jeito nenhum. “O álcool tem relação direta com alguns tumores, como o de fígado”, diz o cirurgião oncológico Luiz Paulo Kowalski, do Hospital A.C. Camargo, em São Paulo. “Também age como solvente na mucosa da boca, facilitando a ação de agentes tóxicos, como os do cigarro.” Não à toa, quem fuma e bebe demais tem um risco 150 vezes maior de desenvolver um câncer ali. A Organização Mundial da Saúde recomenda aos homens não ultrapassar duas doses e às mulheres parar na primeira.
Saiba quais tipos de câncer podem vir à tona quando se exagera diariamente nas bebidas alcoólicas
- Destilados: O consumo excessivo desencadeia tumores na boca e no fígado.
- Vinho: Várias taças da bebida levam a tumores na garganta e na laringe.
- Cerveja: Litros e litros diários podem contribuir para o câncer de intestino.
Faça aquilo de que gosta 1 hora por dia
Leia, jogue bola, vá ao cinema… Não importa o programa. O essencial é fazer algo que lhe dê prazer. Domar a tensão é uma estratégia valiosa para cortar o câncer. “As situações estressantes disparam alterações nervosas e hormonais que resultam numa falha do sistema imunológico”, explica o psicólogo Esdras Vasconcellos, da Universidade de São Paulo. Se esses momentos são constantes e pouco contra-atacados, você há de convir que as forças de defesa do corpo amoleçam. “Quando se reduz o contingente de policiais nas ruas, aumenta a criminalidade”, compara Vasconcellos. “No organismo, o estresse afeta a produção de células que funcionam como agentes de patrulha”, diz. “Sem uma vigilância eficaz, um câncer pode avançar sem ser destruído de cara pelas defesas.” A ciência garante que o sistema imune fica bem mais alerta em quem, com disciplina férrea, reserva uma hora de lazer por dia.
Mexa-se 5 vezes por semana
Pelo menos meia hora diariamente. A atividade física já é considerada um antídoto contra certos tipos de câncer. “Estudos mostram que praticar regularmente exercícios aeróbios, como a caminhada e a corrida, diminuem entre 40 e 50% a ocorrência de tumores de cólon do intestino”, conta o oncologista José Augusto Rinck Júnior, do Hospital A.C. Camargo. Os médicos acreditam que o esporte incentive o próprio intestino a trabalhar direito. “Isso reduziria o tempo de contato do órgão com substâncias tóxicas que seriam eliminadas nas fezes”, explica. O câncer de mama também pode ser espantado ao custo de muito suor. A hipótese dos pesquisadores é que a atividade física auxiliaria a regular a produção do hormônio feminino, além de eliminar o excesso de gordura, fatores que alimentam a doença.
Fonte: saude.abril.com.br
Alimente-se Bem
A VITALIDADE DOS ALIMENTOS
Quanto a vitalidade dos alimentos nós temos quatro grupos:
Alimentos Biogênicos são aqueles que geram vida. São eles: os brotos e os brotos verdes que não são sementes secas e nem plantas adultas.
Alimentos Biotivos são aqueles que ativam a vida. Eles devem ser consumidos maduros , crus e bem frescos. São eles: cereais, hortaliças, frutas, nozes e ervas.
Alimentos Bioestaticos são aqueles que diminuem a vida. Seu consumo garante o funcionamento mínimo do nosso organismo. Eles provocam o envelhecimento das células e não têm substâncias vivas, porque sua energia vital foi destruída. São eles alimentos crus( estocados) alimentos congelados e alimentos cozidos.
Alimentos Biocidicos são aqueles que destroem a vida. São os mais utilizados na alimentação deste século. Este tipo de alimento (refinados, processados e conservados artificialmente) foi inventado pelo homem, eles envenenam pouco a pouco as células do corpo com substâncias nocivas e abrem a porta para as doenças da civilização: doenças cardiovasculares, câncer, reumatismo, diabete e outras doenças degenerativas, bem como doenças mentais.
O OBJETIVO DOS ALIMENTOS
É uma questão de aprender quais são os alimentos bons e quais são os ruins. O resto cuidará de si mesmo, se você gastar tempo para aprender o que é um bom alimento, e o que o faz ser bom. Seu peso vai cair , você vai se sentir melhor , mais ágil, mais alerta e você vai aumentar suas chances de viver até os 100 anos.
Para começar, evite comidas que sejam naturalmente altas em calorias. Existem meios fáceis para saber quais são esses alimentos sem carregar uma calculadora, diz o Dr. John Mc Dougal, autor de Mc Dougall s medicine (1984).
Qualquer alimento rico em gordura saturada é denso em calorias. A gordura saturada vem de produtos animais – carnes, queijos, leite e ovos. Esses alimentos também têm muito colesterol, então você pode simplificar sua vida e fazer um favor a você mesmo evitando a gordura saturada. Leia rótulos quando possível e admita que suas visitas ao açougue possam ser menos freqüente do que têm sido.
Ponha estes alvos na sua lista de tiros; sal em excesso, açúcar refinado (em bolos e tortas também), farinhas refinadas e carboidratos (pão branco, arroz e doces), cafeína e aditivos químicos.
A lista dos alimentos sugeridos para consumo inclui aqueles ricos em fibras, contendo quantidades moderadas de gorduras não saturadas, como açúcar natural (frutas são um bom exemplo) e carregados de vitaminas, minerais e outros nutrientes.
Para ficar mais fácil, vamos fazer uma lista de objetivos para o novo modo de comer que irá guiá-lo para uma vida mais longa e feliz:
a) Corte o consumo de gorduras saturadas para não mais de 10% do total de calorias que você consome. Evite alimentos fritos e dê preferência aos assados, grelhados ou fervidos; evite bacon e carnes de lanches; evite a maioria das carnes vermelhas e escolha carnes brancas; tire a pele da galinha e peru; coma três refeições de peixe por semana; fique longe de produtos de leite como os cremes, sorvetes e queijos sólidos ou pastosos; tenha cuidado com alimentos baratos e os beliscos empacotados.
b) Consuma sal o mínimo possível. O sal existe naturalmente em todas as comidas e você não precisa de mais. A maioria dos alimentos enlatados ou em pacotes contém uma quantidade assustadora de sal, e pode elevar a pressão sangüínea. Quanto estiver fazendo as compras em supermercados, mantenha-se distante das fileiras onde se encontram pão, laticínios e carnes. Compre alimentos naturais que tenham uma procedência a mais próxima possível do estado em que você vive. OBS: Para reduzir o sal em sua alimentação sem sacrificar o sabor aprenda a usar especiarias e condimentos como: gengibre, alho, pimenta do reino, vinagre e outros, são ótimas formas de adicionar sabor sem sal.
c) Evite cafeína, café, chá e chocolate são as fontes principais. É uma droga altamente aditiva.
d) Desista das comidas processadas. Elas contêm muitos aditivos químicos que os cientistas não podem garantir que sejam seguros. Aprendam as ler rótulos; se você não conseguir ler ou pronunciar, provavelmente não irá conseguir engolir também.
OUTRAS RECOMENDAÇÕES POSITIVAS
Coma pouco. O excesso não faz parte do vocabulário de qualquer pessoa com 100 anos de idade. Quando as pessoas ficam mais velhas, o metabolismo diminui o ritmo e eles precisam de menos alimentação para manter um peso saudável e um bom nível de energia.
Ingestão de calorias. As mulheres precisam em média de 1.300 a 1.500 por dia ou 1.800 a 2000 se for muito ativa. Os homens precisam de 2.100 a 2.900 por dia. Nunca consuma menos de 1.200 por dia, portanto cuidados com as dietas da moda que prescrevem baixo consumo de calorias para perder peso rápido, pois você poder prejudicar sua saúde.
Consumo de água. Beba de 8 a 14 copos de água por dia. Ela é purificadora e faz com que cada sistema em seu corpo funcione com eficiência máxima. Importe. Tome pura (mineral), nunca tome água de torneiras, pois pode estar contaminada. Não tome água muito gelada. Ela reduz o calor do corpo, diminui a resistência e você adoece mais.
Proteínas. Coma menos proteína e obtenha-a de fontes diferentes. A maioria de nós precisa de 35 a 50 gramas – não as 100 a 200 gramas que a maioria de nós comemos. E grande parte da proteína que consumimos vem de carnes gordas. Grãos e legumes (ervilhas, lentilhas e feijões) fornecem excelentes proteínas com menos gorduras. Escolha a carne de aves sem pele, peixes e laticínios sem gorduras (iogurte desnatado) para obter cerca de metade da proteína que você consome e deixe o resto para feijões e outros vegetais.
Fibras. Consuma de 40 a 60 gramas de fibras por dia, da maior variedade possível de fontes. Lembrem-se, alimentos vegetais como hortaliças, frutas e cereais são alimentos fibrosos naturais.
ALIMENTOS ENERGÉTICOS
São ricos em carboidratos, que providenciam um fluxo de combustível constante enquanto são ricos em nutrientes e com poucas calorias. Faça destes alimentos seus principais: Couves, espinafre, cenouras, vagem, rabanete, tomate, morangos, abóbora, repolho, sardinha, laranja, milho, germe de trigo, tofu, carne de galinha, batata doce, farelo de trigo, aspargos, melões, mamão papaia, atum, berinjela, leite desnatado, pepino, abacaxi, feijão preto, iogurte desnatado, beterraba etc.
“O segredo da boa saúde é mesmo a variedade”, afirma o gastroenterologista Dan Weitsberg , editor da Revista Brasileira de Nutrição Clínica . Consumindo de tudo um pouco, o corpo aproveita melhor o que entra. O oncologista Saxon Graham, da Universidade do Estado de Nova York, dizem que dá para garantir a saúde mesmo consumindo carne todos os dias, desde que não faltem vegetais no cardápio “Se ela eleva o risco de câncer’’, argumenta ele, ‘‘as plantas em compensação reduzem o perigo.” Saxon lembra que não se sabe bem como a coisa funciona, mas o fato é que quem tem uma boa alimentação verde conquista a capacidade de consertar danos feitos pela carne no DNA, antes que os estragos virem tumor. É, ao mesmo tempo, uma boa notícia e um argumento definitivo a favor de mais pluralidade na bandeja.
Fonte: www.emagrecasemdieta.net
Nutrição E Dietética III
Minerais

Tipo: Cálcio
Benefícios: Formação e manutenção de ossos e dentes, coagulação do sangue, contração muscular, impulsos nervosos.
Fontes: Leite e derivados e, em menor proporção, vegetais de folhas verde-escuras, peixes e frutos do mar.
Tipo: Flúor
Benefícios: Redução da incidência de cáries dentárias.
Fontes: Água potável, chá, café, verduras e hortaliças.
Tipo: Fósforo
Benefícios: Manutenção da estrutura óssea, formação de energia, absorção e transporte de nutrientes.
Fontes: Carne, peixes, leite, legumes e vegetais.
Tipo: Ferro
Benefícios: Transporte de oxigênio pelo sangue, conversão de vitamina A, processos metabólicos em geral.
Fontes: Vísceras, carne vermelha, peixes, vegetais verde-escuros e leguminosas (feijão, lentilha, ervilha).
Tipo: Magnésio
Benefícios: Ativação de enzimas metabólicas, impulsos nervosos (papel antagônico ao do cálcio).
Fontes: Verduras, hortaliças, legumes (principalmente os de cor verde, como o espinafre), alimentos do mar, castanhas, cereais e produtos lácteos.
Tipo: Potássio
Benefícios: Transmissão de impulsos nervosos, funcionamento do fígado, obtenção de energia.
Fontes: Frutas (laranja, banana, ameixa), verduras e legumes.
Tipo: Iodo
Benefícios: Estrutura química dos hormônios da tiróide.
Fontes: Sal iodado, água, alimentos do mar (camarão, ostra, lagosta) e espinafre e agrião de solos ricos no mineral.
Fonte: Larousse da Dieta e da Nutrição
Nutrição E Dietética II
Vitaminas Lipossolúveis

Tipo: A
Benefícios: Manutenção dos tecidos, resistência a infecções, visão noturna, desenvolvimento do sistema nervoso.
Fontes: Leite, gema de ovos, fígado, vegetais amarelo-alaranjados (cenoura, abóbora, manga, mamão) e verde-escuros (mostarda, couve, agrião).
Tipo: D
Benefícios: Crescimento ósseo, absorção e utilização de cálcio.
Fontes: Peixe (arenque, cavala), fígado, gema de ovo, manteiga e leite.
Tipo: E (tocoferol)
Benefícios: Ação antioxidante, proteção aos glóbulos vermelhos, manutenção da fertilidade.
Fontes: Óleos vegetais (milho, girassol, oliva, soja), ovos, gérmen de trigo, amêndoas e avelãs, manteiga.
Tipo: K
Benefícios: Coagulação sanguínea, síntese de proteínas no plasma, ossos e rins.
Fontes: Verduras de folhas verdes (couve, espinafre, alface e brócolis), frutas, cereais, fígado (boi e porco) e leite de vaca.
Nutrição E Dietética I
Vitaminas Hidrossolúveis

Tipo: B9 (ácido fólico)
Benefícios: Formação de DNA, formação e maturação de glóbulos vermelhos e brancos.
Fontes: Verduras de folhas verdes (espinafre, brócolis), cereais, legumes, vísceras, feijão.
Tipo: B1(tiamina)
Benefícios: Metabolismo de macro-nutrientes, manutenção do sistema nervoso.
Fontes: Cereais integrais, verduras, hortaliças e legumes, carnes magras, vísceras, gema de ovo, grãos integrais.
Tipo: B2 (riboflavina)
Benefícios: Formação de anticorpos e glóbulos vermelhos, metabolismo de macro-nutrientes.
Fontes: Carne, peixe, ovos, leite e derivados, cereais integrais, legumes, hortaliças.
Tipo: B12 (cianocobalamina)
Benefícios: Funcionalidade das células nervosas, formação de hemácias e glóbulos vermelhos, metabolismo de macro nutriente, auxílio na absorção e no metabolismo de ácido fólico.
Fontes: Carne, ovos, peixe, leite.
Tipo: C (ácido ascórbico)
Benefícios: Ação antioxidante, resistência a infecções, auxílio à absorção de ferro, produção e manutenção do colágeno (proteína que mantém células e tecidos unidos).
Fontes: Frutas cítricas (laranja, tangerina, limão), acerola, morango, verduras e hortaliças (brócolis, repolho, espinafre).
Tipo: B3 (niacina)
Benefícios: Metabolismo de macro-nutrientes, produção de hormônios sexuais, síntese de glicogênio.
Fontes: Carne magra, vísceras, amendoim, aves, peixes, legumes, cereais completos.
AVC – Acidente Vascular Cerebral
O acidente vascular cerebral (AVC), também conhecido como derrame cerebral, ocorre em todas as faixas etárias, ambos os sexos, e em todos os países. O AVC pode até ocorrer até antes do nascimento, quando o feto ainda está no útero.
Geralmente o AVC ocorre quando o fluxo sanguíneo ao cérebro pára em decorrência de bloqueio por um coágulo. Quando isso acontece, as células do cérebro na área começam a morrer.
Algumas células do cérebro morrem porque param de receber oxigênio e nutrientes que precisam para funcionar. Outras células morrem porque foram danificadas pelo sangramento súbito dentro ou ao redor do cérebro. As células do cérebro que não morrem imediatamente em um AVC continuam sob o risco de morrer. Com o atendimento rápido essas células podem ser salvas.
Estão disponíveis novos tratamentos que diminuem consideravelmente os danos causados por um AVC. Ainda assim, o paciente precisa chegar ao hospital o mais rápido possível depois do começo dos sintomas para prevenir incapacitações. Ao identificar os sinais de AVC, chame uma ambulância imediatamente.
Tipos de AVC
Há dois tipos de AVC. O tipo mais comum é chamado derrame cerebral isquêmico. Ele é responsável por aproximadamente 80% de todos os derrames cerebrais. O derrame cerebral isquêmico é causado por um coágulo que bloqueia um vaso sanguíneo no cérebro. Os bloqueios que causam derrame cerebral isquêmico geralmente derivam dessas três condições médicas:
* Formação de coágulo dentro de um vaso sanguíneo do cérebro ou pescoço, chamada trombose.
* Movimentação do coágulo de outra parte do corpo, como o coração, até o pescoço ou cérebro, chamada embolia.
* Estreitamento severo de uma artéria no cérebro ou que leva sangue a ele, chamado estenose.
O outro tipo de AVC é chamado derrame cerebral hemorrágico. Esse tipo de AVC é causado por um vaso sanguíneo que rompe e sangra dentro do cérebro. Uma causa comum de derrame cerebral hemorrágico é um aneurisma com sangramento. O aneurisma é um local fraco ou fino na parede da artéria. Como o tempo esses locais fracos estiram devido à pressão alta. As paredes finas desses aneurismas podem romper e jogar sangue no espaço ao redor das células do cérebro.
As paredes das artérias também podem romper porque ficam cobertas com depósitos de gordura chamados placas, eventualmente perdendo sua elasticidade e ficando frágeis, finas e mais propensas a romper. Hipertensão, ou pressão alta, eleva o risco de que uma parede arterial enfraquecida rompa e libere sangue no tecido cerebral ao redor.
Efeitos e danos de um AVC
Os danos de um AVC no cérebro afetam todo o corpo, resultando em incapacitações leves ou graves. Essas incapacitações podem incluir paralisia, problemas com raciocínio, dificuldade de falar, e problemas emocionais.
Uma incapacitação comum decorrente de AVC é a paralisia completa de um lado do corpo, chamada hemiplegia. Uma incapacitação relacionada, que não é tão debilitante quanto a paralisia, é a fraqueza em um lado do corpo, chamada hemiparesia. A paralisia ou enfraquecimento pode afetar somente a face, um braço ou uma perna, ou pode afetar um lado inteiro do corpo e a face.
O paciente com AVC pode ter problemas com atividades cotidianas simples, como caminhar, vestir, comer e usar o banheiro. Problemas de movimentação podem resultar de dano à parte do cérebro que controla o equilíbrio e coordenação. Alguns pacientes com AVC também têm problema para engolir, chamado disfasia.
O AVC também pode causar problemas com o raciocínio, atenção, aprendizado, julgamento e memória.
Vítimas de AVC freqüentemente têm problema para falar ou compreender a fala. Esse problema é chamado afasia e geralmente ocorre em conjunto com problemas similares de escrita e leitura. Na maioria das pessoas, os problemas com a linguagem resultam de dano ao hemisfério esquerdo do cérebro. Fala enrolada decorrente de fraqueza ou falta de coordenação dos músculos envolvidos na fala é chamada disartria e não é problema com a linguagem. A disartria pode ser decorrente de dano a qualquer lado do cérebro.
AVC também pode ocasionar problemas emocionais. Pacientes com AVC podem ter dificuldade de controlar suas emoções e podem expressar emoções inapropriadas em certas situações. A depressão ocorre em muitos pacientes que sofreram AVC.
Depressão após AVC pode ser mais do que uma tristeza geral resultando do incidente do derrame cerebral. Ela é um problema comportamental que pode prejudicar a recuperação e reabilitação, e pode até resultar em suicídio. A depressão após AVC é tratada como qualquer outra, com remédios antidepressivos e terapia.
Pacientes de AVC podem experimentar dor, falta de sensibilidade, ou sensações estranhas. Essas sensações podem ser decorrentes de muitos fatores. Um tipo incomum de dor decorrente de AVC é chamado síndrome da dor central, a qual é decorrente de dano em uma área chamada tálamo. A dor é uma mistura de sensações, incluindo frio e calor, queimação, formigamento, picadas, etc.
Prevenção do AVC
Ainda que o histórico familiar de AVC desempenhe um papel no risco, há muitos outros fatores que podem ser controlados:�
* Caso tenha pressão alta, trabalhe com seu médico para controlá-la. Controlar a pressão alta é a coisa mais importante para evitar um AVC.
* Caso fume, pare de fumar.
* Caso tenha diabetes, aprenda como controlá-la. Muitas pessoas não sabem que têm diabetes, a qual é um fator de risco importante para doença cardíaca e AVC.
* Caso esteja acima do peso, procure emagrecer com dieta saudável e exercícios físicos.
* Caso tenha colesterol alto, trabalhe com seu médico para diminuí-lo. Alto nível de colesterol total no sangue é um risco importante para doença cardíaca, a qual eleva o risco de AVC.
Diagnóstico do AVC
Os médicos possuem várias técnicas e equipamentos que ajudam no diagnóstico de AVC rapidamente e com precisão. O primeiro passo no diagnóstico é um pequeno exame neurológico ou avaliação do sistema nervoso.
Quando um paciente possivelmente com AVC chega ao hospital, o médico ou enfermeiro perguntará a ele ou ao seu acompanhante o que aconteceu e quando os sintomas começaram. Testes de sangue, eletrocardiograma, tomografia cerebral e ressonância magnética geralmente são feitos.
O médico pode fazer perguntas e mandar o paciente realizar testes físicos e mentais para avaliar a gravidade do AVC.
Já que a tomografia computadorizada está disponível a todas as horas na maioria dos grandes hospitais, ela é a técnica de diagnóstico mais usada para AVC, uma vez que produz imagens rapidamente. A tomografia computadorizada também possui vantagens únicas no diagnóstico. Ela pode ocasionalmente eliminar uma hemorragia e mostrar um tumor que poderia mimetizar um AVC.
Se o AVC for causado por hemorragia, ou sangramento dentro do cérebro, a tomografia computadorizada pode mostrar evidência disso quase imediatamente depois dos sintomas aparecerem. Hemorragia é a principal razão para evitar certos medicamentos como tratamento para AVC, pois eles poderiam aumentar o sangramento.
Outro diagnóstico por imagem usada em pacientes com AVC é a ressonância magnética, a qual usa campos magnéticos para detectar alterações sutis no conteúdo do tecido cerebral. Um efeito do AVC é a diminuição do movimento da água através do tecido cerebral danificado. A ressonância magnética pode mostrar esse tipo de dano dentro da primeira hora depois do aparecimento dos sintomas de AVC. Embora a ressonância magnética seja cada vez mais usada no diagnóstico de emergência de AVC, ela leva mais tempo para ser realizada do que a tomografia computadorizada, o que poderia atrasar o tratamento.
Botulismo
O que é botulismo?
O botulismo é uma doença paralisante rara, porém grave, causada por uma toxina que afeta os nervos produzida pela bactéria Clostridium botulinum. Há três tipos principais de botulismo. Botulismo alimentar é causado pela ingestão de comida que contenha a toxina botulínica. Botulismo de feridas é decorrente de toxina produzida na ferida infectada pela Clostridium botulinum.
Botulismo infantil é causado ao se consumir esporos da bactéria botulinum, os quais crescem nos intestinos e liberam a toxina. Todos os tipos de botulismo podem ser fatais e são considerado emergência médica. Botulismo alimentar pode ser particularmente perigoso porque muitas pessoas podem ser envenenadas ao ingerir alimento contaminado.
Sintomas do botulismo
Os sintomas clássicos do botulismo incluem visão dupla e turva, pálpebras caídas, fala ininteligível, dificuldade de engolir, boca seca e fraqueza muscular. Crianças com botulismo parecem letárgicas, comem mal, têm constipação, choro fraco e pouco tônus muscular. Se não houver tratamento, esses sintomas podem progredir e causar paralisia nos braços, pernas, tronco e músculos respiratórios. No botulismo alimentar os sintomas geralmente aparecem 18 a 36 horas depois de comer o alimento contaminado, mas podem aparecer tão cedo como 6 horas ou tarde como 10 dias.
Diagnóstico do botulismo
Os médicos podem considerar o diagnóstico se o histórico e exame físico do paciente sugerem botulismo. Porém, são apenas pistas e geralmente não são suficientes para permitir o diagnóstico do botulismo. Outras doenças podem ser similares ao botulismo e testes especiais são necessários para excluí-las. Esses testes podem incluir tomografia do cérebro, exame do fluido espinhal, teste da condutividade dos nervos (eletroencefalograma, ou eletromiografia), e teste do Tensilon. A forma mais direta de diagnóstico é injetar plasma ou fezes do paciente em camundongos e procurar por sintomas do botulismo neles. A bactéria também pode ser isolada das fezes de pacientes com botulismo alimentar ou infantil.
Tratamento do botulismo
A insuficiência respiratória e paralisia que ocorre em casos graves de botulismo podem requerer que o paciente recebe respiração artificial por semanas, além de cuidados médicos intensivos. Depois de várias semanas a paralisia pode melhorar lentamente. Se diagnosticado cedo, o botulismo alimentar ou de feridas pode ser tratado com uma antitoxina que bloqueia a ação da toxina circulando no corpo. Isso pode prevenir os pacientes de piorarem, mas a recuperação ainda leva muitas semanas. Os médicos podem tentar remover a comida contaminada ainda no intestino induzindo o vômito ou usando enemas. As feridas devem ser tratadas, geralmente cirurgicamente, para remover a fonte da bactéria produtora da toxina. Atualmente, antitoxina não é rotineiramente dada para tratamento de botulismo infantil.
Complicações resultantes do botulismo
O botulismo pode causar a morte devido à insuficiência respiratória. Porém, nos último 50 anos, a proporção de pacientes com botulismo que morrem caiu significativamente. Um paciente com quadro grave de botulismo pode precisar de máquina para respirar assim como cuidados médicos intensivos por anos. Pacientes que sobrevivem ao botulismo podem ter por anos falta de fôlego e fadiga e terapia a longo prazo pode ser necessária para ajudar na recuperação.
Alergia
O que é alergia alimentar
Alergia a alimentos é a hipersensibilidade a substâncias da dieta, o que ocasiona vários tipos de problemas gastrintestinais. Alergia alimentar ocorre principalmente, mas não exclusivamente, em crianças (alergia alimentar infantil). Alergia alimentar é um tipo comum de alergia e é geralmente tratada com uma dieta de exclusão.
Sinais e sintomas da alergia alimentar
Os pacientes apresentam sintomas na pele e estômago, fechamento da garganta, falta de ar e/ou tonteira. Os sintomas geralmente desenvolvem-se entre 30 minutos e 1 hora depois da ingestão do alérgeno (substância que desencadeia a alergia).
Em raras ocasiões, alergia alimentar pode ocasionar choque anafilático: hipotensão (pressão arterial baixa) e perda de consciência. Isso é uma emergência médica. Os alimentos comumente associados a esse tipo de reação são amendoim, nozes, leite, ovo e frutos do mar.
Causas a alergia a alimentos
As oitos mais comuns alergias a alimentos na América do Norte e Europa são ovo, leite, amendoim, soja, peixe, marisco, nozes e trigo. Qualquer alergia alimentar tem potencial de causar reação fatal.
Geralmente acredita-se que a introdução de alérgenos através do trato digestivo induza a resposta imunológica. Em indivíduos com predisposição a desenvolver alergias, o sistema imunológico produz anticorpos IgE contra proteínas e substâncias não-patogênica, incluindo componentes da dieta.
Alergia alimentar infantil
Alergia a leite ou soja em crianças pode muitas vezes ficar sem ser diagnosticada por meses, causando muita preocupação aos pais e risco para a criança. Muitas crianças e bebês com alergia a soja ou leite podem apresentar sintomas de cólica, sangue na evacuação, refluxo, erupções e outras condições médicas nocivas. Essas condições são muitas vezes diagnosticadas erroneamente como virose ou cólica. Muitas crianças que são alérgicas ao leite de vaca também demonstram sensibilidade a produtos baseados em soja.
Tratamento da alergia alimentar
O principal tratamento para alergia alimentar é evitar os alimentos que foram identificados com alérgenos.